quarta-feira, 9 de julho de 2008

Cinéfilos ganham site para agendar filmes no cinema

A idéia parace ser bem interessante: escolher o filme que queremos ver, reunir amigos e agendar uma sessão no cinema. É coerente com a tendência de criar conteúdos e entretenimento sob demanda do usuário. Ao invés de impor um filme e esperar, os interessados escolhem o que querem ver e assistem, para isso mobilizando um número mínimo de amigos.

Crei uma comunidade para reunir os cinéfilos de Curitiba:
http://www.moviemobz.com/movieclub/profile/ccid/168

Estão todos convidados a participar!

Um site de relacionamentos para cinéfilos, que tem parceria com uma grande distribuidora de conteúdo digital, promete resgatar o clima de cineclube para internautas, agendando salas de cinema para sessões de filmes raros ou fora de cartaz.

A MovieMobz, que lançou na segunda-feira seu site (www.moviemobz.com), tem um catálogo de 200 filmes digitais e uma rede de 159 salas de cinema espalhadas por 18 cidades brasileiras, em parceria com a distribuidora brasileira Rain.

O site funciona como o Orkut ou MySpace. Os visitantes têm acesso às fichas dos filmes, com sinopses, trailers e críticas de outros usuários, além de poder contactar amigos e criar comunidades, chamadas de "Movieclubs".

As pessoas cadastradas podem participar da "mobilização", ou seja, fazer com que determinado filme seja exibido no cinema de sua cidade ou bairro. A quantidade mínima de pessoas para a sessão acontecer depende do tamanho da sala e do horário, que também vão determinar o preço do ingresso.

Por atrás dessa novidade estão os dois sócios-fundadores da Rain, José Eduardo Ferrão e Fabio Lima, atual diretor-executivo da MovieMobz, e o veterano distribuidor Marco Aurélio Marcondes, diretor-geral da nova empresa.

"Uma mobilização pode ser de 10, 15 pessoas ou até 300 pessoas", explicou Fábio na festa de lançamento na noite de segunda-feira. "E pode interferir no preço do ingresso, quanto mais gente, menor o preço."

Como o site foi lançado na segunda-feira, ainda não há nenhum filme "mobilizado", agendado para uma sessão. Os diretores não souberam informar quanto tempo um agendamento pode demorar a ser feito, já que depende da procura dos usuários e da disponibilidade das salas.

Porém, no Rio de Janeiro, maior praça com 16 cinemas cadastrados, há 63 filmes "em mobilização". "Uma Mulher Contra Hitler", por exemplo, já tem 10 usuários dispostos a vê-lo no Estação Vivo Gávea, embora os direitos do filme ainda estejam em negociação para projeção digital.

O site/distribuidora MovieMobz também possibilita que cidades fora do grande circuito de cinema recebam filmes atualmente em cartaz em outras regiões, fazendo com que produções independentes tenham um maior alcance, se houver demanda.

"É uma coisa inédita no Brasil e no mundo. É cinema sob demanda", afirmou Marco Aurélio, entusiasta dos cineclubes desde os anos 1970.

Ele completou que a empresa espera levar o MovieMobz para países da América Latina e Estados Unidos, onde a Rain possui salas de cinema com projeção digital.

O acervo da MovieMobz é composto por filmes nacionais e internacionais, a maioria produções independentes, com destaque para filmes de arte e clássicos. A empresa espera elevar seu catálogo de filmes para 600 até o final do ano

terça-feira, 1 de julho de 2008

Cinema brasileiro: filmes do segundo semestre de 2008

A Revista de Cinema publica um calendário anual com as estréias do ano.

Tudo leva a crer que o calndário não está totalmente atualizado, pois o número de títulos é pequeno em comparação à leva que chega toda sexta nos cinemas, mas ali dá para ter uma idéia da produção nacional que vem por aí.

O cenário, segundo a lista, não parece dos melhores: uma média de 3 a 6 filmes nacionais por mês.

Destaque para Linha de Passe, que ganhou Melhor Atriz em Cannes e Ensaio sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles, previstos, respectivamente, para agosto e setembro.

Ausências: Última Parada 174, de Bruno Barreto, sobre o sequestro do ônibus 174 no Rio de Janeiro, que estréia em outubro.

É a dramatização sobre o acontecimento que foi tema do documento Ônibus 174, de José Padilha. Este ainda este ano lança seu novo documentário, Garapa; e Desafinados, de Walter Lima Jr, sobre jovens músicos nos anos 60.

Veja a lista publicada pela revista