quarta-feira, 27 de maio de 2009
Cinema argentino em cartaz na Cinemateca
O evento, promovido pelo Projeto Olho Vivo, tem patrocínio da Petrobras e parceria com o Consulado da Argentina e Fundação Cultural de Curitiba.
Mesmo não sendo possível falar categoricamente de um “novo cinema argentino”, já que se trata de um conjunto bastante heterogêneo, é fato que essa nova safra de filmes tem chamado a atenção da crítica e do público em festivais pelo mundo pela qualidade de suas produções e pelo talento de seus realizadores.
As discussões sobre o tema iniciam neste sábado (23), às 20h, com o 5º Encontro Ficção Viva, que tem como convidado o diretor Carlos Sorín, um dos nomes de peso dessa nova geração.
Com um viés essencialmente humano, os personagens dos filmes de Sorín são inspirados em gente comum e interpretados por atores não profissionais “para conseguir personagens com credibilidade”, segundo o diretor.
Obras como “La Película del Rey” (1986), “Histórias Mínimas” (2002) e “O Cachorro” (2004) levaram as paisagens e as histórias do sul argentino ao público de todo o mundo e ganharam prêmios em vários festivais importantes, como o Leão de Prata em Veneza e o Goya de melhor filme estrangeiro.
Na ocasião, será exibido o último filme de Sorín, intitulado “A Janela”, ainda inédito na capital paranaense. O filme mostra as horas finais de um escritor de 80 anos, Antonio (Antonio Larreta), aguardando a visita de seu filho em sua fazenda no norte da Patagônia.
O 5º Encontro Ficção Viva é gratuito e inclui bate-papo com o diretor Sorín, que também comanda um workshop sobre direção cinematográfica, no sábado e no domingo (23 e 24), na Cinemateca, com vagas limitadas.
As inscrições e informações sobre o investimento para o workshop podem ser obtidas no site www.projetoolhovivo.com.br.
Durante a semana de 25 a 29 de maio, sempre às 16h e às 20h, ainda na Cinemateca, exibição da mostra de filmes de diretores argentinos, igualmente gratuita.
Na relação de cineastas participantes estão Sorín, Daniel Burman, Rodrigo Moreno e Alejandro Agresti, com os filmes “O Caminho de San Diego”, “O Cachorro”, “O Guardião”, “As Leis de Família”, “O Abraço Partido”, “Um Mundo Menos Pior”, “Histórias Mínimas” e “Buenos Aires Vice Versa”.
Já no sábado (30), às 20h, é a vez do roteirista argentino Jorge Goldenberg participar do 6° Encontro Ficção Viva, apresentando o longa-metragem “La Pelicula del Rey”.
Serviço:
5º Encontro Ficção Viva com Carlos Sorín (Argentina)
Bate-papo com o convidado e estreia do longa-metragem “A Janela”
Data: 23 de maio de 2009 (sábado)
Horário: 20h
Local: Cinemateca de Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti, 1.174)
Entrada franca.
Workshop de direção cinematográfica com Carlos Sorín (Argentina)
Data: 23 e 24 de maio de 2009 (sábado e domingo)
Horário: das 9h às 12h e das 14h às 17h
Local: Cinemateca de Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti, 1.174)
Vagas limitadas
Inscrições e informações: www.projetoolhovivo.com.br / (41) 3015-1592
Semana do Cinema Argentino
Data: 25 a 29 de maio de 2009 (segunda a sexta-feira)
Projeções diárias de filmes de diretores argentinos
Horário: 16h e 20h
Local: Cinemateca de Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti, 1.174)
Entrada franca.
Dia 25
16h - O Caminho de São Diego (El Camino de San Diego) – Carlos Sorín
20h - O Cachorro (El Perro) – Carlos Sorín
Dia 26
16h - Histórias Mínimas – Carlos Sorín
20h - As leis de família (Derecho de Família) - Daniel Burman
Dia 27
16h - O Abraço Partido (El Abrazo Partido) - Daniel Burman
20h - Um Mundo Menos Pior (Un Mundo Menos Peor) - Alejandro Agresti
Dia 28
16h - Buenos Aires Vice Versa - Alejandro Agresti
20h - O Guardião (El Custódio) - Rodrigo Moreno
Dia 29
16h - O Caminho de São Diego - Carlos Sorín
20h - Histórias Mínimas – Carlos Sorín
6º Encontro Ficção Viva com Jorge Goldenberg (Argentina)
Bate-papo com o convidado e exibição do longa-metragem “La Pelicula del Rey”
Data: 30 de maio de 2009 (sábado)
Horário: 20h
Local: Cinemateca de Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti, 1.174)
Entrada franca.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Festival do Paraná de Cinema abre inscrições
A quarta edição do evento, que ano passado trouxe a Curitiba o Zé "Mojica" do Caixão, está com inscrições abertas até o dia 15 de junho.
O festival acontece 05 a 11 de novembro na sede do Museu Oscar Niemeyer - MON.
Serão selecionados 12 longas e 21 curtas-metragens, entre filmes brasileiros e ibero americanos.
Os dados para concorrer ao Prêmio Araucária de Ouro de Longas e Curtas-Metragens em 35mm e HD estão disponíveis no site http://www.festivaldecinema.pr.gov.br
Inscrições abertas para o 6º PUTZ! Festival Universitário de Cinema e Vídeo de Curitiba
Vídeo de Curitiba
Estudantes podem se inscrever gratuitamente até 15 de maio, no site do
festival
Estão abertas as inscrições para o 6º PUTZ! Festival Universitário de
Cinema e Vídeo de Curitiba. Até o dia 15 de maio, estudantes de todo o
país podem se inscrever gratuitamente pelo site www.putz.ufpr.br, nas
categorias ficção, documentário, trash, videoclipe, experimental/ arte,
publicitário, institucional e reportagem. São aceitos vídeos produzidos a
partir de 2006, com formato de exibição em DVD.
Além das premiações tradicionais do PUTZ!, os participantes podem publicar
o vídeo na Internet e concorrer ao inédito Prêmio Especial 91Rock,
selecionado pelos colunistas e blogueiros do site 91Rock.
E pelo segundo ano consecutivo, valendo uma bolsa integral do curso de Cinema Digital,será entregue o Prêmio Estímulo Centro Europeu.
O 6º PUTZ! será realizado de 11 a 14 de junho, no Sesc da Esquina, em
Curitiba, com mostra dos vídeos selecionados e debates entre os
realizadores.
O PUTZ!
O PUTZ nasceu em 2000, quando estudantes de Comunicação Social da
Universidade Federal do Paraná decidiram criar um festival interno para
exibir os vídeos produzidos no curso. A idéia deu tão certo que, quatro
anos depois, o evento foi aberto às outras universidades brasileiras e
ganhou uma nova versão: Festival Universitário de Cinema e Vídeo de
Curitiba.
Desde 2004, o PUTZ exibiu mais de 200 produções de estudantes de todo o
país e recebeu grandes nomes do cinema. José Mojica Marins - Zé do Caixão,
Claudio Assis, Lucila Meirelles, Jorge Durán, Henry Breitrose, Joel
Pizzini, Heloisa Passos, Marina Person e Marcos Jorge são alguns dos
convidados que passaram pelo festival.
Mais informações em www.putz.ufpr.br.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Em exibição os primeiros minutos de um filme
Nenhum diretor ou distribuidor é obrigado a fazê-lo, mas Jacob está oferecendo essa
possibilidade, já que o site acaba de ser reformulado visualmente e
está hospedado em um provedor de banda larga de grande capacidade.
"Não me lembro se foi Altman ou Renoir que dizia que os grandes
diretores atingiam a sua melhor forma na primeira e na última bobina
do filme. Esperamos que o internauta deixe um pouco de lado seus
videogames e game-boys e fique tentado a correr ao cinema mais próximo
para descobrir o resto do filme".
(Fonte: UOL, 24/04, matéria)
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Livro sobre cinema para baixar grátis
O autor, Nelson Barbosa, disponibiliza para download gratuito em PDF a sua obra Cinema - Arte, Cultura e História, que dá uma base introdutória interessante e bem didática sobre o assunto.
(Justiça seja feita: a dica é da Simone, aluna do nosso curso de História e Estética do Cinema)
Cinema Vivo atualiza Dogma 95 em São Paulo
site do grupo " a captação, edição e exibição simultâneas: câmeras na mão, em diferentes locações acessíveis ao público, transmitindo ao vivo para um computador, com edição em tempo real, que projeta o filme na tela de cinema".
Algumas regras para a criação do roteiro desta proposta:
- Não há cortes numa mesma locação.
- Um personagem não pode sair de uma locação e aparecer em outra imediatamente.
- Movimentação de câmera não extravagante.
- Três principais locações, com possibilidades de sublocações (de acordo com o alcance da tecnologia).
- Nas imagens externas, sempre as mesmas condições do ambiente e meteorológicas: sempre é dia, ou sempre é noite, ou sempre está nublado.
- As trocas de figurino e maquiagem devem ser rápidas e feitas na própria locação
- As cenas não podem ter duração muito breve, para dar tempo de deslocamento de atores de uma locação para outra.
- As cenas precisam ser expandidas, iniciando antes e terminando depois das ações principais, para possibilidade do corte ao vivo.
- Há espaços para improvisações, cacos, e inserções de informações atuais cotidianas nos diálogos dos personagens.
- Criação de jogos de aproximação e afastamento da diegese com o público.
O primeiro longa da turma tem o sugestivo nome de Fluidos e está sendo produzido neste momento. É esperar para ver. No site é possível inclusive acompanhar vídeos dos ensaios da equipe.
Sei que não tem nada ver, mas agora lembrei: alguém viu aquele longa gravado em Porto Alegre, "Ainda Orangotangos", todo em Plano-Sequência? Não chegou nem perto daqui e eu estava muito curioso para ver.
Um mês depois de São Paulo, CHE chega a Curitiba
Então se o problema não é do circuito deve ser de distribuição mesmo.
Pois, bem, quase 30 dias depois de ser lançado em São Paulo, o CHE de Soderbergh chega ao circuito curitibano, em seis salas.
Uma pergunta: quando vem o espetacular VALSA PARA BASHIR?
terça-feira, 14 de abril de 2009
Festival de cinema universitário abre inscrições
O evento acontece de 29 de julho a 9 de agosto.
Para a mostra competitiva nacional serão aceitos filmes de até 30 minutos de duração, concluídos a partir de 2007 e não exibidos em edições anteriores do festival.
A direção e pelo menos outras três funções técnicas devem ter sido ocupadas por universitários à época de realização do curta.
Mais informações e inscrições no site: www.fbcu.com.br
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Filmes brasileiros em 2009
A maioria das produções é do eixo RJ-SP e assinada por cineastas que já tem uma filmografia sólida, mas tem muitos nomes novos na lista.
Resta saber quando estas produções serão lançadas e no caso de Curitiba quando serão exibidas por aqui.
1. A Alegria - Felipe Bragança (RJ - Pecego Produções)
2. A Erva do Rato - Júlio Bressane (RJ - República Pureza Filmes)
3. A Floresta é Nossa - Paulo Munhoz (PR - Teknokena Audiovisual e Multimídia)
4. A Morte de Quincas Berro D’Água - Sérgio Machado (RJ – Videofilmes)
5. A Última Estação - Márcio Curi (DF - Asacine Produções)
6. A Vida no Campo - Valter Moreira (SP - VMV Produtora)
7. Amor Sujo - Paulo Caldas (RJ - Bananeira Filmes)
8. Antes da Noite - Toni Venturi (SP - Olhar Imaginário – Filmagem em outubro/2008)
9. As aventuras do avião vermelho - Frederico Pinto/José Maia (RS - Camila Gonzatto/Frederico Pinto)
10. As Doze Estrelas - Luiz Alberto Pereira (SP - Lapfilme Produções Cinematográficas)
11. Bateau Mouche - 20 anos depois - Cavi Borges/Júlio Pecly/Paulo Silva (RJ – Cavídeo)
12. Besouro - João Daniel Tikhomiroff (SP - Mixer/Buena Vista International/Globo Filmes - Filmagem em setembro/2008)
13. Bruno quer o paraíso - Flávio Cândido (RJ - Cândido & Moraes)
14. Capitães de Areia - Guy Gonçalves/Cecília Amado (RJ - Lagoa Cultural e Esportiva/Araçá Azul)
15. Chibata - Marcos Manhães Marins (RJ - Fibra Cine Vídeo – Filmagem em novembro/2008)
16. Do Amor - Gisela Callas (SP)
17. É Proibido Fumar - Anna Muylaert (SP - Africa Filmes/Dezenove Som e Imagens)
18. Faroeste Caboclo - René Sampaio (RJ -De Felippes Filmes e Produções)
19. Fala Sério! - Augusto Seva (SP - Albatroz Cinema - Filmagem no segundo semestre/2008)
20. História de um Valente - Cláudio Barroso (PE - Camará Filmes)
21. Histórias de Fronteira - Juan Zapata (RS - Estação Elétrica Filme e Vídeo/V2 Cinema/Zapata Filmes)
22. Histórias de um amor duram apenas 90 minutos - Paulo Halm (RJ - Tipos e Tempos Produções)
23. Hoje -Tata Amaral (SP - Tangerina Entretenimento)
24. Jean Charles - Henrique Goldman (SP - TV Zero)
25. Leões da Mata Atlântica -Michel Tikhomiroff (SP - Mixer/Buena Vista International/National Film Board/Discovery Channel Canadá)
26. Mano - Laís Bodanzky (SP - Gullane Filmes)
27. Mão na Luva - Roberto Bomtempo (MG/RJ - Sala 2/Movimento Carioca - Filmagem em março/2009)
28. Marcha Pela Vida - Jessica Sanders (SP - Latinamerica Internacional/Conspiração Filmes - Filmagem em abril-maio/2008)
29. Meninos de Kichute - Luca Amberg (SP - Amberg Filmes)
30. Não se pode viver sem amor - Jorge Duran (RJ - El Desierto Filmes/Luz Mágica Produções Audiovisuais)
31. Não se preocupe, nada vai dar certo...- Hugo Carvana (Mac Comunicação e Produção)
32. Nervos de Aço - Maurice Capovilla (RJ - Saturna Produções Artísticas)
33. O Bem Amado - Guel Arraes (RJ - Natasha Enterprises)
34. O Contador de Histórias - Luiz Villaça (SP - Francisco Ramalho Júnior Filmes)
35. Corpo do Rio - Izabel Jaguaribe (RJ - Jaguar Produções Artísticas)
36. O Fim e os Meios - Murilo Salles (RJ - Cinema Brasil Digital)
37. O Homem que não dormia - Edgard Navarro (BA - Truque Produtora de Cinema - Filmagem em agosto/2008)
38. O Senhor do Labirinto - Geraldo Motta (RJ - Tibet Filmes)
39. Os famosos e os duendes da morte - Esmir Filho (SP - Dezenove Som e Imagens)
40. Os sonhos não envelhecem - Roberto Bomtempo (MG/RJ - Movimento Carioca - Filmagem em novembro/2009)
41. Panis Et Circensis – Tropicália 40 anos - Francisco César Filho (SP - Anhangabaú Produções)
42. Paradeiro - Gilson Vargas (RS - Clube Silêncio)
43. Peixonauta - Kiko Mistrorigo (SP - PG Produções de Cinema Video e TV)
44. Plastic City - Yu Lik-Wai (SP - Gullane Filmes/Xstream Pictures (Hong Kong)
45. Poder Paralelo - Roberto Farias (RJ - RF Cinema e TV)
46. Por um punhado de dólares - Os Novos Emigrados - Leonardo Dourado (RJ - Telenews Service)
47. Quase Memória - Ruy Guerra (RJ - Studio Uno Produções Artísticas)
48. Querido Pai - Chico Faganello (SC - Faganello Comunicações - Filmagem em outubro/2008)
49. Quixote nas Trevas - Jom Tob Azulay (RJ - Bossa Produções - Filmagem no segundo semestre/2008)
50. Raul – O início, o fim e o meio - Alain Fresnot (SP - A. F. Cinema e Vídeo)
51. Reflexões de um Liquidificador - André Klotzel (SP - Brás Filmes - Filmagem em julho/2008)
52. Se eu fosse você 2 - Daniel Filho (RJ - Total Entertainment)
53. Sé... Quando a carne é fraca - Eduardo Ramos (CE - Imagem Produções Artísticas)
54. Somos um bando de loucos - Reinaldo Pinheiro (SP - Seqüência 1 - Filmagem no primeiro semestre/2009)
55. Trampolim do Forte - João Rodrigo Mattos (BA - Docdoma Filmes - Filmagem em novembro/2008)
56. Tropicália – Marcelo Machado (SP – Bossa Nova Films/Mojo Pictures/Fernando Meirelles)
57. Uma professora muito maluquinha (RJ - Diler & Associados/The Raldo Estúdio de Arte e Propaganda)
58. Vendo ou Alugo - Betse de Paula (RJ - Aurora Cinematográfica/Raccord - Filmagem no segundo semestre/2008)
59. Xuxa - Rudi Lagemann (RJ - Conspiração Filmes/Xuxa Produções - Filmagem em julho/2008)
Hollywood assume crise de criatividade
Os anos 1980 viraram uma grande feira de títulos. "Tudo por uma esmeralda", "Footloose - Ritmo louco", "A hora do pesadelo", "Duna", "Karatê Kid", "Amanhecer violento", "Robocop - O policial do futuro", "O reencontro", "Arthur - O milionário sedutor", "Os caça-fantasmas" e "História sem fim" são apenas alguns dos títulos dessa década que estão sendo desenvolvidos novamente em Hollywood.
Os produtores dizem que hoje é comum vasculharem listas de sucessos de décadas passadas para analisar o que poderia ser legal e criativamente mais fácil de ser reembalado e montado num estúdio.
"Hoje em dia, se você quer fazer um filme, pode empurrar uma pedra grande morro acima ou pode empurrá-la no plano", disse um produtor de estúdio, explicando a lógica por trás dos remakes. "A maioria de nós prefere empurrar no plano."
Quando o filme "Transformers" decolou, seus responsáveis foram procurados pela linha de brinquedos Hot Wheels, da Mattel, que perguntou se eles gostariam de contar uma história envolvendo a marca. A resposta foi negativa, mas um filme com os carrinhos Hot Wheels está em desenvolvimento agora na Warners.
O ciclo que vai do original ao remake vem ficando cada vez mais curto. Como "Velozes e furiosos 4", que reúne o elenco principal e os roteiristas do filme original de 2001 e ocupa um terreno a meio caminho entre uma sequência e um remake, outros filmes estão voltando em nova roupagem em menos tempo do que nunca.
Neil Moritz, que produziu "Furiosos", está desenvolvendo uma nova versão do sucesso de ficção científica de 1990 "O vingador do futuro" e também relançando "XXX - Triplo X", que chegou aos cinemas há apenas sete anos. "Lara Croft" está ganhando novo tratamento de Dan Lin e da Warner Bros., apenas oito anos após o original com Angelina Jolie. A Fox já pensa em relançar sua franquia "Quarteto fantástico", cujos dois filmes fizeram sucesso há poucos anos. E a Sony anunciou recentemente que vai trazer "Homens de preto" de volta para mais uma aventura.
Ninguém está dizendo que "Titanic" ou "Forrest Gump" serão refilmados - por enquanto, pelo menos - mas o fato de que o público teen geralmente não se recorda de nenhum filme de mais de 15 anos atrás é um fator chave para o sucesso dos remakes. Dentro de um dois anos, os cinemas poderão exibir os mesmos títulos que foram lançados pela primeira vez durante o governo Clinton. Nas palavras de um produtor, "os anos 1990 já são terreno fértil".
(fonte: G1)
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Filmes italianos na Cinemateca salvam feriado cinematográfico fraco
Com exceção de títulos que já estão em pré-estréia há algumas semanas, em sessões e horários restritos, o que entra em cartaz não chama muito a atenção.
A Cinemateca salva o feriado com uma Mostra de Cinema Italiano dos anos 70, 80 e mais recente.
O interessante é que esta programação não está no site da Fundação Cultural. Aparece apenas na agenda do portal Onda RPC. É bom conferir antes de ir.
Sexta-feira (10/04):
-16h: Represália (Rappresaglia – Itália; 1973; 107 minutos. Direção de George Pan Cosmatos)
-20h: Os Cem Passos (I Cento Passi – Itália; 2000; 114 minutos. Direção de Marco Tullio Giordana)
Sábado (11/04):
-16h: Quatro Dias De Rebelião (Le qattro giornate di Napoli – Itália; 124 minutos. Direção de Nanni Loy)
-20h: Cem Dias Em Palermo (Cento Giorni a Palermo – Itália; 1984; Direção de Giuseppe Ferrara)
Domingo (12/04):
-16h: O Crocodilo (Il Caimano – Itália/França; 2006; 112 minutos. Direção de Nanni Moretti
-20h: O Caso Aldo Moro (Il Caso Moro – Itália; 1986; 114 minutos. Direção de Giuseppe Ferrara
terça-feira, 7 de abril de 2009
Animações premiadas no YouTube
Minha dica é o curta de animação vencedor do Oscar deste ano: Les Maisons en Petis Cubes, do japonês Kunio Kato.
Joque o nome do diretor no YouTube e assista ao filminho, em duas partes. É maravilhoso. Um pequeno e poético tratado sobre a solidão, sem nenhum diálogo.
O mesmo YouTube tem um espaço Screening Room, onde é possível assistir a muitos curtas de animação. Entre eles, o imperdível e belo The Danish Poet.
Por que você faz cinema?
O primeiro verso "para chatear os imbecis" se aplica a boa parte da produção atual, que mira um espectador infantilizado e anestesiado por uma profusão de bobagens no cinema e na TV.
Quem hoje corre o risco de ser desmascarado pelo grande público? Quem é louco de insultar os arrogantes?
POR QUE VOCÊ FAZ CINEMA
Para chatear os imbecis,
para não ser aplaudido depois de seqüências
dó de peito
para viver à beira do abismo,
para correr o risco de ser
desmascarado pelo grande público,
para que conhecidos e
desconhecidos se deliciem,
para que os justos e os bons ganhem
dinheiro, sobretudo eu mesmo, porque de outro jeito a
vida não vale
a pena,
para ver e mostrar o nunca visto,
o bem e o mal, o feio e o
bonito,
porque vi "simão no deserto",
para insultar os arrogantes e
poderosos quando ficam como "cachorros dentro d'água"
no escuro
do cinema
para ser lesado em meus direitos autorais.
Por que os filmes alternativos não chegam a Curitiba?
Será que o público curitibano não tem inteligência suficiente para ter acesso a estes filmes? Será que todos nós só queremos o filme pipoca?
Interessante notar que Curitiba está entre as capitais com maior número de salas no Brasil (se não me engano, é a quarta cidade), o que não quer dizer muito.
Custo a acreditar que a cidade não tenha um público cinéfilo mínimo para sustentar um circuito mais alternativo.
Enquanto isso, gente, vamos prestigiar as sessões mobilizadas do MovieMObz, ok? Sábados à noite, por volta das 21h, no Unibanco Arteplex do Crystal. O Visitante ainda está lá. Três Macacos já entrou em mais sessões no Novo Batel.
Três Macacos incomoda e vai na contramão do cinemão
Poucos filmes são tão econômicos e sintéticos na abordagem de conflitos familiares. Fala-se pouco e o pouco que se fala é geralmente mal assimilado.
Com o pai preso, o patrão seduz a mãe. O filho desempregado não vê grandes perspectivas de vida. Ainda há o fantasma do filho menor que aparece para a família.
A trilha sonora do filme é construída por ruídos da rua e sobretudo pelo vento que movimenta as cortinas do minpusculo apartamento da família. Pai, mãe e filho varreram tanta sujeira debaixo do tapete que o peso emocional deste trio é quase insuportável. É justamente este peso que o diretor filma, sem consessões fáceis. A imagem é escurecida, triste. Os planos de longa duração incomodam. A narrativa explica pouco sobre a motivação dos personagens. O que não se resolve ou não se admite, na contramão da psicanálise freudiana, vai matando aos poucos por dentro.
Dá para contrapor Três Macacos a Entre os Muros da Escola. Se neste professor e alunos se utilizam da linguagem como ferramente de afirmação social e de agressão aberta, naquele a linguagem sequer é encarada como recurso.
Melhor nada ver, nada ouvir e nada falar, bem como na parábola oriental dos três macacos.
O visitante é bom cinema sobre relações humanas
Não via a hora de assistir este O Visitante, do mesmo diretor. Não deu outra. Um filme pequeno, simples, honesto, um pequeno tratado sobre a solidão e como o destino se encarrega de tocar o coração de alguém que já não sente mais nenhuma alegria pela vida.
Richard Jenkis, o veterano ator indicado ao Oscar, é o professor entediado com sua profissão. Velho demais para aprender piano, vê sua vida pacata se transformar ao conhecer dois imigrantes ilegais que ocupavam seu apartamento.
Tudo que poderia descambar para os clichês sobre encontro transformadores e amizades entre pessoas de culturas distantes ganha um verniz colorido e criativo nas mãos do diretor. Há sim, a proximidade, a amizade entre o professor o percussionista sírio e sua esposa muçulmana, a atração pela mãe do jovem, mas o encaminhamento destes encontros é sutil e natural.
A juventude, a alegria e o talento de Tarek são tudo que o professor Walter perdeu. Mas ele sabe que não vai simplesmente se apropriar de forma automática destes atributos. Mas o fato de estar próximo deles já lhe basta. Aí o filme demarca um espaço único: não concilia facilmente necessidades, mas as aproxima delicadamente.
Gran Torino : longa vida a Clint Eastwood
Adorei Gran Torino. O grande tema da oba de Clint está lá: pais e filhos. O velho conservador, rabugento e solitário que se redime de sua paternidade falha ao adotar um jovem vizinho oriental. A necessidade de afeto familiar, ainda que por vias indiretas e não biológicas.
O velho Kowalski do filme é uma referência a outro personagem célebre imortalizado por CE: Harry Calahan, o Dirty Harry, que combatia a criminalidade eliminando a bandidagem sem dó. Só que o mundo mudou e Clint sabe disso. Daí que seu Kowalski não pode mais sair por aí resolvendo conflitos de gangues de orientais na bala. Nesta aceitação e no que ela traz de auto-sacrifício está a beleza do filme.
Spirit de Frank Miller fica devendo a Eisner
Sin City já deixava isso claro. O visual original, o clima noir, os contrastes de cores, camuflavam uma narrativa capenga.
Em 300, nas mãos de um diretor mais tarimbado, já se vê uma articulação mais orgânica dos eventos. Recursos do universo HQ são filtrados pelo instrumental da gramática cinemtaográfica. O resultado é um filme mais orgânico, que flui mais. Havia ali a mão visível do diretor Zack Snyder (de Watchmen)
Daí que a aguardada adaptação de Spirit saiu meio capenga. O clássico de Will Eisner ( lembro agora de uma versão teatral dirigida pelo Edson Bueno nos anos 90, no Guairinha, muito boa aliás) soa infantil, sem vibração, sem alma.
Talvez o elenco não ajude. O ator que faz o Spirit (Gabriel Match) é uma sopa de chuchu: sem sal, sem gosto, sem nada. Claro que o visual noir, os becos ameaçadores, as mulheres estonteantes (Eva Mendes, Scarlet Johansson), o vilão malvado (um Samuel Jackson cômico, que mais parece um palhaço de circo) estão lá, mas não fazem o filme ir para frente. Ao contrário, tentam esconder um roteiro fraco, previsível e pouco inventivo.
Como diretor, Fran Miller (cujo Batman repaginado em cima da obra de Bob kane nos anos 80 eu amo) é melhor criador de HQ e graphic novels.
segunda-feira, 16 de março de 2009
ENTRE OS MUROS VISÍVEIS E INVISÍVEIS

Há um bom tempo não se falava tanto de um filme francês. Desde o final dos anos 60, quando uma geração de jovens críticos e cineastas criou as bases do que veio a se chamar Nouvelle Vague, a produção cinematográfica da França andava meio apagada. Nas décadas seguintes, foi abafada pelo cinema italiano dos 70, tendo que se contentar com uma ou outra produção de Godard ou Truffaut – só para citar dois exemplos.
De lá para cá, a terra onde os irmãos Lumière projetaram os primeiros filmes em público vem se debatendo entre um cinema autoral de pouca expressão fora dos país e filmes mais comerciais, restritos ao circuito local. Mais recentemente, teve que se contentar com a aclamação mundial das produções de vizinhos como a Romênia , a Alemanha e a Itália.
Daí que a badalação em torno de Entre os Muros da Escola ganha um sabor especial. Ganhador da Palma de Ouro em Cannes no ano passado, o filme vem sendo muito elogiado e assistido onde é exibido – num dos raros casos de entendimento entre crítica e público.
Um breve resumo do que trata do filme não chega a empolgar. Trata-se do retrato do relacionamento entre um professor e seus alunos em uma turma de sétima série em escola pública nos subúrbios de Paris. Até aí nada de novo, ou pelo menos nada que não tenha sido explorado em outras produções.
Fosse um produto do cinema americano, o filme seguiria o previsível caminho de mostrar jovens rebeldes que são inspirados por um professor obstinado em ver neles qualidades ocultas, com direito a um final feliz onde os alunos reconhecem seu crescimento espiritual e intelectual transmitido pelo mestre. Haveria uma mensagem, uma idéia moral a sustentar a narrativa.
Nas mãos do diretor Laurent Cantet, Entre os Muros da Escola se torna uma crônica, por vezes cruel e desanimadora, mas nunca derrotista, de uma sociedade fragmentada em subculturas impossíveis de conviverem em harmonia no espaço da sala de aula. Os alunos do professor de Francês François Begaudeau pertencem a diversas etnias: africanas, latinas, orientais. São jovens de 13 a 15 que não chegam a ser totalmente marroquinos, hispânicos ou chineses, pois nasceram em território francês, mas também não se sentem totalmente franceses.
Os meninos e meninas tem seus próprios códigos culturais muito bem marcados em suas gírias, roupas, interesses (na maioria limitados a rap, futebol e games de computador). Compõem um mosaico da sociedade francesa contemporânea, que já não consegue mais varrer para debaixo do tapete a existência dos imigrantes vindos das antigas colônias e seus filhos.
Se limitado ao registro de imigrantes ou excluídos, o filme poderia soar limitado e de pouco interesse fora da França. No máximo seria objeto de curiosidade para quem quer saber um pouco mais sobre o gravíssimo problema da inserção dos imigrantes em uma Europa cada vez mais assumidamente racista e conservadora. (A ascensão dos movimentos neo-nazistas e os assassinatos de imigrantes falam mais alto).
A grandeza deste pequeno e despretensioso filme vai além dos “muros” geográficos. Ela fala com simplicidade da nobreza do ato de educar e quando este ato se faz mais necessário, ainda que os que mais precisem dele não tenham sequer a capacidade ou habilidade para compreender e valorizar a escola e o professor.
O que vem atraindo a atenção para o filme é sua disposição em trazer, sem meios tons, sem discursos sociológicos ou argumentos morais, sem preconceitos ou medos, a dificuldade brutal que é compreender e ser compreendido e como a instituição escolar molda quem nós somos e como reagimos ao mundo.
Dito de outra forma, o que filme traz à tona é o questionamento sobre o próprio papel da escola na vida do ser humano. Mais ainda, ele pergunta – nunca diretamente: por que aprendemos? Por que temos que aprender? Quem diz o que é mais importante aprender? E quem garante se o que se aprende serve para alguma coisa fora da escola?
Para além dos debates – e eles serão muitos – sobre o poder transformador da educação, Entre os Muros da Escola pode ser visto como um painel crítico da comunicabilidade humana e o quanto ela é limitada para expressar a grandeza que cabe dentro de um ser humano. O professor François, francês e branco, leva aos extremos suas tentativas, na maior parte das vezes frustrada, de se fazer entender pelos seus alunos malineses, marroquinos e argelinos.
Quase todo passado dentro da sala, o filme não mostra as aulas no sentido convencional. Ele mostra conflitos verbais, que dos dois lados, do professor e dos alunos, servem-se das palavras como armas. De um lado, um educador empenhado em ensinar conceitos que simplesmente não têm nenhum eco no espírito dos alunos. Do outro, jovens revoltados, desanimados, frustrados, que não conseguem ver sentido nos ensinamentos.
A forma documental como o diretor Cantet filma estes embates, com câmera na mão e deixando espaço para improvisação do elenco, dá esta sensação de agressividade mútua. Todos os personagens falam muito, como se as palavras fossem uma forma de demarcar um espaço, de afirmar uma identidade, de testemunhar a própria existência. Ou de admitir o fracasso da própria linguagem como mediadora de pensamentos e sentimentos.
A beleza do filme também está na construção do personagem do professor François – que também é autor do livro homônimo que inspirou o filme. No desespero, ele recorre à ironia para sinalizar a total ignorância de seus alunos. Quer ensinar tempos verbais que não são mais usados e métrica em poesia, mas mal consegue se fazer entender com expressões básicas como “ter uma pulga atrás da orelha”.
O que nós testemunhamos é o conjunto de suas batalhas diárias, disfarçadas muitas vezes atrás de um sorriso nervoso e amarelo, de um desânimo e de um cansaço que se aproximam da derrota total. Neste sentido, nos identificamos com ele e em alguns momentos sentimos sua frustração, até o ponto em que ele próprio perde a paciência com duas alunas e as ofende. É quando o papel do professor cede lugar ao do homem, falível, passível de erro e cansado de guerrear com o resultado de todo um conjunto de omissões e erros sociais, históricos e políticos, anteriores à ele mesmo e à própria escola.
O título original não tem os muros da tradução brasileira. Justamente porque os muros de concreto do lado de fora seguem com os alunos para a sala de aula. E dentro dela eles se revelam intransponíveis. Mas o que mais toca no professor François é a sua disposição para olhar o muro, visível ou não, e sentir-se na obrigação de tentar ultrapassá-lo, mesmo sabendo que esta tarefa será impossível.
O apelo do filme é universal porque as situações retratadas não fogem muito da realidade enfrentada por professores de escolas da periferia. No Brasil, são comuns os relatos de alunos que espancam colegas e professores, alunos que vão para a aula alcoolizados, drogados e armados. Jovens que levam seus muros pessoais para o ambiente escolar, que deveria ser justamente o apropriado para pular estes obstáculos. Mas será mesmo que todo o sistema de ensino, sobretudo o voltado para os jovens, pode continuar divorciado do mundo real em que vivem os alunos? Esta foi uma das questões levantadas pelo diretor Laurent Cantet em sua passagem pelo Brasil para promover o filme.
Ciente e quem sabe desesperado diante do cenário em que se insere, o professor François desiste de seguir as cartilhas escolares e questiona a intenção que há por trás das palavras do alunos, fazendo com que eles tentem refletir sobre o verdadeiro sentido de suas manifestações. É em instantes assim que ele se torna um mestre, um educador de verdade, daqueles que iluminam a alma dos seus alunos, ao fornecer a eles, mesmo contra suas vontades, um instrumento, minúsculo que seja, para que eles pensem por si mesmos.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Curso apresenta a história do cinema, filmes e diretores
O curso é aberto a todas as pessoas interessadas em aprofundar seus conhecimentos sobre cinema, bem como ter contato com filmes, diretores, estilos e estéticas essenciais na história do Cinema.
Não há limite de idade ou exigência de conhecimento prévio ou formação específica.
O curso é direcionado para a apreciação e não para a produção de filmes.
As aulas, que começam no dia 10 de março, serão às terças-feiras, das 19h10 às 21h45. Este módulo vai até junho de 2000.
Os encontros vão abordar desenvolvimento histórico do cinema, seus principais movimentos, realizadores e obras mais significativas; o filme como arte e produto da indústria do entretenimento; noções de linguagem; elementos para a análise fílmica; produção cinematográfica nacional e contemporânea.
A programação do curso envolve aulas dinâmicas, com exibição de trechos de vários filmes, indicações de títulos relevantes da cinematografia mundial e bibliografia especializada. A intenção é fornecer elementos para a formação crítica do espectador.
O Studio Botteri fica na Rua Santo Antonio, 41, no bairro Rebouças, atrás do Quartel da Polícia Militar na Getúlio Vargas e a três quadras do Estação Embratel. Vagas são limitadas.
SERVIÇO
Curso “CINEMA – História, Arte e Entretenimento”
De 10 de março a 25 de junho de 2009
Às terças, das 19h10 às 21h45
Início: 10 de março
Local: Studio Botteri (Rua Santo Antonio, 41, Rebouças, Curitiba)
INFORMAÇÕES
alfekur@terra.com.br
janelaind@yahoo.com.br
Fone:41- 91813749
domingo, 1 de março de 2009
Curso HISTÓRIA DO CINEMA começa 11 de março
Toda terça, das 19h às 21h40, com o sagrado intervalo para café e para falar de filmes, é claro.
Requisito: gostar de cinema, de ver filmes e só.
Amanha vou postar mais detalhes sobre.
Oscar 2009 deixa o cinema mais pobre
Nem de longe é o melhor filme de Danny Boyle, sujeito que para mim será lembrado pelo divertido e criativo Trainspotting.
Talvez uma explicação para esta folia toda em cima de um filme bem feitinho, bonitinho e só isso esteja no momento em que vivem os Estados Unidos.
A braveza da crise econômica exige um contraponto de esperança, de crença na possibilidade de felicidade apesar de todas as dificuldades. Dai o filme capitalizar para si este clima pós-Obama.
Reproduzo abaixo trecho do blog Ilustrada no Cinema, no qual o crítico Leonardo Cruz fala sobre o filme e o Oscar
"se o Oscar representa uma peça importante da história do cinema, então esta ficou um pouco mais pobre nesta noite. A vitória avassaladora de “Milionário”, um filme no máximo mediano, só não é mais lamentável, nesta década, do que os 11 Oscars dados a “Senhor dos Anéis” em 2004. E as ausências de “Wall-E” e “Gran Torino” da disputa de melhor filme só reforçaram esse sentimento de frustração."
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Oscar 2009 - minhas apostas
FILME
Slumdog Milionaire e pronto. Há uma ínfima chance que seja desbancado por Benjamin Button, o que é pouco provável. O Leitor, Frost/Nixon e Milk estao fora do páreo.
DIRETOR
Talvez para compensar o maravilhoso trabalho de Davi Fincher em Benjamin Button, o sujeito acabe recebendo um troféu. Nao acredito, deve ficar mesmo com Danny Boyle por Slumdog
(aliás, repararam que pela primeira vez os cinco indicados a diretor assinam as cinco obras indicadas a filme?)
ATOR
Mickey Rourke por O Lutador. Eles adoram histórias de superação pessoal, como a retratada no filme e que ilustra a decadência do ex-astro de Nove e meia semanas (aquele horrososo videoclip em forma de filme dos anos 80). Sean Penn por Milk seria uma surpresa honesta.
ATRIZ
Nao vi O Casamento de Rachel, com Anne Hathaway que a crítica americana vem elogiano horrores. Meryl Streep já levou Oscars suficiente para dez vidas. Angelina Jolie nas maos do melhor diretor americano em atividade, Clint Eastwood, merecia.
ATOR COADJUVANTE
Falam em Heath Ledger pelo seu Coringa. Nao lembro de prêmios póstumos, mas tem um apelo interessante.
ATRIZ COADJUVANTE
Marcaria Marisa Thomei, por O Lutador, mas nao vi Doubt, que emplacou duas indicações.
ANIMAÇÃO
Se Wall-E nao levar, será uma das maiores injustiças da história. Mas o mundo e Oscar sao feitos de injustiças.
ROTEIRO ORIGINAL
Dos indicados, só vi Milk e Wall-E.
ROTEIRO ADAPTADO
Benjamin Button, pelo esforço em transpor o conto de Fitzgerald para o cinema.
TRILHA SONORA
Slumdog Milionaire tem temas e canções que fundem musica tradicional indiana com ritmos pop. Um espetáculo.
DIREÇÃO DE ARTE
Benjamin Button
FOTOGRAFIA
Button x Slumdog. Páreo duríssimo, ambos trabalhos sensíveis, cada um á sua maneira.
Nas outras categorias, os prêmios devem se dividir entre Slumdog e Benjamin Button.
Oscar ontem e hoje
Para filmes mais densos ou alternativos, temos Cannes, Veneza, Berlim, a Mostra de SP.
Nao posso deixar de lembrar que este mesmo prêmio já dado a obras-primas como
Aconteceu Naquela Noite
Do Mundo Nada se Leva
Rebecca (aliás, Hitchcok NUNCA GANHOU UM OSCAR DE DIREÇÃO, acreditem!!! E Ron Howard já levou um...)
Como era verde o meu vale
Farrapo Humano
A Malvada
A um Passo da Eternidade
Lawrence da Arábia
Perdidos na Noite
O Poderoso Chefão,
Os Imperdoáveis
Por que este saudosismo agora?
Tente comparar com os vencedores dos últimos anos:
Onde os Fracos nao tem vez
Crash
Chicago
Conduzindo Miss Daisy
Rain Man
Tudo bem, o mundo mudou, o cinema mudou, as pessoas mudaram e já nao vão ao cinema como antes.
Posso despertar a fúria de alguns, mas honestamente, nenhum destes últimos títulos chega aos pés de qualquer filme da lista acima. Sao filmes medianos, que nao justificam de forma alguma receber o maior prêmio da maior indústria de cinema do mundo. Mas vá entender...
Slumdog Milionaire é o simbolo da era Obama
Ninguém tira do filme de Danny Boyle o prêmio de Melhor Filme. Aliás, onde concorreu já ganhou tudo que podia e vai levar um monte de estatuetas para casa, desbancando até outro indicado, Benjamin Button (que particularmente me agrada mais).
O apelo do filme é inegável: um conto de fadas moderno, ascensão social com ajuda da sorte (ou do destino), um amor impossível, nenhum figurão no elenco, locações em favelas na Índia, uma trajetória condenada à miséria que se transforma pela sorte, o tom de denúncia contra as injustiças sociais.
Em tempos de mais tolerância e diálogo pregados pelo novo governo americano, com o presidente defendendo inclusive melhor distribuição de prosperidade e respeito às diferenças, nao poderia haver filme melhor para simbolizar a era Obama.
É a história de Jamal Malik, que ganha 20 milhoes de rúpias respondendo a perguntas no popular programa Quem quer ser um milionario? Sua infância miserável fugindo da polícia e dos radicais que odiavam sua religião, pequenos delitos nas ruas e a cruel indústria da mendincância.
Slumdog cria imagens chocantes ao revelar uma Índia distante dos guias de turismo oficiais, com exploração de menores, prostituição, tráfico de drogas, roubo de turistas, máfias e toda sorte de pequenas picaretagens para quem quer sobreviver.
Daí o tom de conto de fadas, que se manifesta na oportunidade que Jamal tem de responder as perguntas do programa, deixar a vida miserável e se aproximar de seu grande amor da juventude.
Para o público brasileiro a comparação com Cidade de Deus será inevitável: crianças que lutam para sobreviver num ambiente de violência e criminalidade.
Que nao se espere de Danny Boyle o ritmo impactante e criativo do ótimo e divertido Trainspotting.
Sua mao continua visível em Slumdog, sobretudo ao explorar a complexidade da cultura indiana atual em seus bastidores pouco conhecidos, como o submundo do crime e o poder da televisão. Mas agora está a serviço de um conto de fadas, o que fica bem claro no trecho após os créditos finais.
Operação Valkíria esbarra em Tom Cruise
Mas OPERAÇÃO VALKÍRIA, o filme que Tom Cruise se empenhou em divulgar pessoalmente, inclsuive com farta distribuição de sorrisos e autógrafos no Rio dias atrás, é justamente o próprio Tom Cruise.
A produção hollywwodiana sobre o nazismo e os horrores do regime hitlerista é farta e maniqueísta: de um lado os americanos defensores da liberdade, de outro os nazistas cruéis, psicopatas e sádicos.
Pouco (nao lembro agora) se abordou sobre a resistência dentro da própria Alemanha. Me vem a mente o recente UMA MULHER CONTRA HITLER, da espetacular nova safra do cinema alemão, que tem brindado as telas com filmes maravilhosos como Edukators, Adeus Lênin, A Queda e A Vida dos Outros.
Um extra-terrestre aos qual fossem apresentados filmes americanos como fontes históricas sobre a segunda guerra concluiria que os Estados Unidos deveriam ter jogadas todas as bombas atômicas existentes nas cidades alemãs, dada a coesão do povo alemão em torno de Hitler.
Daí a importãncia da história real do coronel Claus Von Stauffenberg, que lidera um grupo de abnegados oficiais e civis dispostos a matar Hitler, libertar os prisioneiros dos campos de concentração e a acabar com a guerra. Li em algum lugar que o homem é considerado herói (com todos os méritos) em seu país.
O primeiro problema de Operação Valkíria é que ele deveria ser um filme alemão, escrito e dirigido por algum cineasta alemão e falado em alemão. E nao um veículo para uma atuação apagada de um astro de filmes de ação americanos.
Produção caríssima e caprichada, Operação Valkíria simplesmente se dilui nas cenas em que seu protagonista aparece. Tom Cruise como o Coronel Stauffenberg até que se esforça,mas nao consegue desaparecer no personagem (como Sean Peaen em Milk ou Frank Langella em Frost/Nixon).
Cercado por gente como o ótimo Tom Wilkinson e Kenneth Branagah, além de atores alemães que estiveram em A QUEDA (o ótimo filme sobre os últimos dias de Hitler em seu bunker) Tom Cruise fala inglês com sotaque americano, enquanto o resto do elenco exibe o inglês britãnico.
Qualquer figurante em cena consegue desviar a atenção dele, sem contar o fato do roteiro ter construído um personagem unidimensional, que nao apresenta motivações claras para seus propósitos, além do altruísmo muito superficial e nenhum conflito, nenhuma dúvida.
A direção de Bryan Singer, de Superman, cria um visual eficiente para a trama, preferindo conduzir o filme como um suspense de guerra, perdendo a chance de aprofundar mais o seu protagonista.
Há um filme com Tom Cruise que gosto: Magnólia, no qual ele foi muito bem conduzido e por um momento ele nao parece ser Tom Cruise brincando de ser ele mesmo.
Frost/Nixon revela bastidores do poder e da mídia
Os encontros entre entrevistador e entrevistado inspiraram o dramaturgo e roteirista Peter Morgan ( de O Último Rei da Escócia e A Rainha) a escrever a peça FROST/NIXON, que revela os bastidores das entrevistas.
A peça, adaptada para as telas pelo próprio Morgan, é o filme homônimo dirigido por Ron Howard.
Morgan tem um tema e estilo claros: pesquisa personagens históricos à exaustão e depois cria em cima dos fatos.
Ron Howard, ainda que alguns defendem algum traço de autoria em sua obra (Cocoon, O Jornal, Uma Mente Brilhante, A Luta Pela Esperança e o sofrível Código Da Vinci) é o tipo de diretor funcional, mediano, pouco inspirado, certinho.
Do encontro entre o roteirista mais aclamado no momento e um diretor , digamos, nao mais que habilidoso, resulta FROST/NIXON.
O filme trata dos bastidores do poder, do papel da televisão na orientação de mentes e corações e do confronto (velado, destaque-se) entre dois homens que pareciam apostar nestas entrevistas a maior batalha de suas vidas.
De um lado, um Frost que conduzia shows de amenidades em busca de prestígio no meio jornalístico. Esperto, foi o primeiro homem de TV a sacar que uma entrevista com Nixon renderia um dinheirão em cotas de patrocínio. Galanteador, sorridente, boa pinta, ele precisa rodar o pires para bancar a transmissão das entrevistas, recusadas pelas grandes emissoras americanas.
Do outro um Nixon recolhido á sua mansão à beira-mar e vivendo de contar piadas em congressos de Odontologia. Nixon (Frank Langella, excelente, indicado ao oscar de ator) é retratado na típica solidão do poder, lembrando de encontros históricos com líderes de outros países, mas dinheirista que é diabo. Que saber quanto lhe renderá a publicação de suas memórias e quanto vai ganhar pela entrevista a Frost.
Como qualquer filme de Ron Howard, FROST/NIXON é certinho, bem feitinho, tem lá seus momentos inspirados, como o telefonema em que Nixon, bêbado, promete acabar com Frost na última entrevista - justamente aquele em que o ex-presidente deixa cair a máscara e se arrepende dos pecados no exercício do poder.
Dá para ver o filme como um mergulho no universo privado de um dos homens mais odiados nos anos 70 e como este mesmo homem tenta manipular um sujeito nao muito brilhante, mas que revela-se um tigre faminto ao estraçalhar Nixon em seu território, diante das câmeras de TV.
Alguns críticos traçaram paralelos entre o Nixon do filme e Bush. Ainda que Bush tenha obtido a proeza e deixar o poder mais odiado ainda que Nixon, nao consigo ver um grande apelo para este filme fora dos Estados Unidos.
Lembro do Nixon de Oliver Stone, com Anthony Hopkins, um filme que vai muito mais a fundo na figura do ex-presidente que se julgava incompreendido pelo seu povo. Mas de um filme de Ron Howard nao se pode esperar muito.
MILK é brilhante como retrato, mas perde força em seu desenvolvimento
É um trabalho bonito, honesto, sensível, equilibrado, que nao aponta em momento algum o dedo acusador para seus tipos outsiders, optando com extrair desta trajetória auto-destrutiva alguma percepção maior sobre o papel que estes personagens poderiam ocupar numa sociedade que tenta imprimir padrões próprios e fechados de felicidade.
Também gosto do tom documental e seco com que ele construiu Elefante, sobre o massacre de Columbine. Se Michael Moore explora o fato em si, a Van Sant interessou mais contextualizar o universo em que os jovens envolvidos no massacre viviam e usar esta contextualização como reflexão sobre a a violência no mundo contemporâneo.
Sobre o remake de Psicose, nada a declarar. Foi um escorregão feio que merece ser esquecido.
O mais recente filme de Van Sant é MILK, que deve chegar logo por aqui. Aborda a trajetória pessoal e política de Harvey Milk, primeiro homosexxual confesso a ser eleito supervisor (cargo equivalente ao de vereador) na São Francisco dos anos 70.
Empresário de visão, que já sabia muito bem o potencial do mercado gay, Milk acreditava que as discriminações contra homossexuais exigiriam mais que passeatas e beijos desafiadores em público. Exigiriam participação ativa na política.
Após uma série de derrotas, Milk é eleito e finalmente tem nas mãos o poder de votar leis contra a homofobia, em um ambiente dominado por políticos conservadores e preconceituosos.
O filme equilibra bem a vida pessoal de Milk e como sua militância política exigiu um alto e trágico preço. Imagens de passeatas e violência policial contextualizam o clima da época.
A câmera na mao, a montagem permeada com cortes rápidos e secos, dá um ritmo alucinante e colorido à narrativa. mais que isso, temos a nítida impressão de ver imagens puras, captadas no calor da hora por um câmera amador que presencia os acontecimentos de perto.
O Milk de Sean Penn é impecável no tom de voz aos gestos e seria uma tristeza se não fosse reconhecido pela Academia na cerimônia do próximo dia 22.
A partir do momento em que obtém o cargo público, o filme se extende demais em discussões sobre conchavos, acertos e acordos. Aquele colorido inicial, na trama e na forma, são engolidos por uma linearidade fria e convencional.
Milk é bacana porque resiste à tentação de ser o panfleto de uma causa. Prefere observar as nuances em torno da luta contra a discriminação e nesta observação está seu mérito maior - além de Sean Penn. Mas carece, sobretudo da metade em diante, de uma alma, tornando-se assim um filme bem conduzido, mas de apelo restrito ao mercado americano.
Um detalhe é que a crítica americana em peso amou o filme.
O que Brokeback Mountain tinha de universal em sua condução honesta do relacionamento impossível entre dois homens falta a MILK. É um grande retrato do ativismo gay americano na década de 70, mas isso em si nao entusisma.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
O Leitor funde diversos filmes em um

O Leitor é uma produção que pode ser apreciada como três filmes distintos. Um filme desenvolve o romance entre a mulher madura, na casa dos trinta e o adolescente que é iniciado sexualmente iniciado por ela. O outro explora a responsabilidade dos protagonistas do Holocausto nos campos de concentração na Segunda Guerra. Até aí nada de novo, sobretudo para a produção holywoodiana. O terceiro filme é o mais empolgante e emocionante: o poder transformador da palavra, da leitura e dos livros. Cruzar estas três linhas com equilíbrio e sutileza foi a tarefa – nada fácil – do roteirista David Hare, que partiu do romance homônimo de Bernhard Schilink (agora relançado por aqui) e do diretor Stephen Daldry (do ótimo As Horas).
O trabalho da dupla saiu redondo, mas o brilhantismo mesmo sobrou para a parte final do filme, sobre a qual não é recomendável se alongar muito, sob pena de revelar um segredo essencial para a trama. Berlim, 1958. O jovem Michael (David Kross), de 15 anos, se apaixona pela sisuda e solitária Hanna (Kate Winslet), uma cobradora de bonde. Entre muito sexo e doses de carinho maternal, ele passa tardes lendo livros para ela, que se encanta com as histórias de Homero, Theckov e Dóris Lessing.
Um dia, Hanna simplesmente some. Anos depois, já estudante de Direito, Michael vai com o professor Rohl (Bruno Ganz, que interpretou Hitler em A Queda) acompanhar o julgamento de ex-oficiais da SS por crimes cometidos durante a Guerra.
Da platéia, Michael ouve acusações terríveis contra sua ex-amante. Ela é acusada de ser responsável pela morte de 300 detentas judias, queimadas vivas em um incêndio. Questionada sobre sua responsabilidade no ato, Hanna se limita a afirmar. "Nós simplesmente não podíamos deixá-las sair, pois elas iam escapar".
O longo julgamento leva Michael a um grande dilema moral. Ele é a única pessoa que pode inocentar Hanna. O filme então questiona o conceito de omissão, partindo para reflexões morais. A covardia de Michael não seria a mesma da mulher que cumpria ordens nos campos de concentração?
Em sua fase adulta Michael é interpretado por um silencioso e distante Ralph Fiennes (que já foi o psicopata nazista em A Lista de Schindler), um homem que fracassou em seu casamento, que se mantém distante da família e da única filha e que vive relacionamentos instáveis com estranhas. Sinal de que a relação com Hanna deixou profundas cicatrizes em sua vida.
Iniciação sexual com mulher mais madura não chega a ser um tema original, bem como as conseqüências do Holocausto. Estes dois filmes em si não chegam a empolgar. O Leitor deslancha quando aborda o maravilhoso universo dos livros, dos personagens imaginários e suas aventuras em terras distantes, expressas em palavras que salvam toda uma existência de seus pecados do passado. Contar mais seria comprometedor. Melhor assistir ao filme nos cinemas.
Para além das referências simbólicas do seu elenco, com atores que já encarnaram tipos nazistas, vale destacar a presença de Kate Winslet. Há casos em que o tempo só faz bem às pessoas. Descolada da namoradinha de Titanic, ela encarna uma mulher que carrega um segredo terrível em sua vida.Em todas as cenas em que aparece, sente-se que há um peso sobre suas costas. Seca, direta, esquentada, distante no início. Depois, serena, suave e mais leve, como se conformada com o destino. Já levou o Globo de Ouro de Melhor Atriz e deve levar o Oscar.
(publicado origanlamente no portal Bem Paraná e Jornal do Estado de 11.02.09)
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Contra os maus tratos aos animais
Sâo divertidos e apelam para os bons sentimentos do consumidor consciente.
A escolha é de cada um
Assista aos vídeos no Youtube
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Porque o Merten preferiu Baz Luhrman ao Krubrick?

Todos que leram o livro CINEMA - ENTRE A REALIDADE E O ARTIFÍCIO, do crítico Luiz Carlos Merten, do Estadão, sempre se perguntavam porque um sujeito como o Merten deixaria de fora Bergman e Kubrick entre os capítulos da obra, dedicando assim um capítulo inteiro da oba a Baz Lurhman, diretor de Moulin Rouge, Romeu + Juliet e do recente Austrália.
Para quem nao sabe, o livro é uma excelente introdução ao estudo de grandes cineastas e movimentos que marcaram a história do Cinema. Vai de Griffith a Hitchcok, passando por mestres como John Ford, Kieslowski e momentos -chave como Neo-Realismo e NOuvelle Vague.
Tudo escrito por um cinéfilo e crítico apaixonado, que tem a rara habilidade de pisar dos lados , o da crítica, com insights precisos e originais sobre os filmes, diretores e suas temáticas, e o cinéfilo enciclopédico, que associa datas, fatos, inqueitações dos cineastas.
No entanto, nesta versao mais recente, de 2004, acho, nenhum capítulo para Bergman ou Kubrick.
Outro dia postei no blog do Merten, sem esperar que ele fosse responder.
Para minha supresa, ele me respondeu.
Abaixo a justificativa para ausência de Kubrick do livro
http://blog.estadao.com.br/blog/merten/?title=eu_ignorar_kubrick&more=1&c=1&tb=1&pb=1#comments
S eu fosse você 2 - oito possíves motivos para o sucesso

Interessante observar o trecho do documento abaixo, de Viany, e pensar no desempenho espetacular de SE EU FOSSE VOCÊ 2.
Cinco semanas liderando as bilheterias e já passou dos 4 milhões de ingressos vendidos. Está muito próximo de superar os 5,2 milhoes de DOIS FILHOS DE FRANCISCO, marco do período pós-retomada.
Está inclusive à frente de produções de peso como Benjamin Button, Austrália e Sim, Senhor, que contam com ampla divulgação.
Nao vi o filme ainda, entao prefiro nao me manifestar. Mas de cara dá para raciocinar em cima de alguns elementos.
1 - Continuações, um filão pouco explorado pelo cinema nacional. Se o 1 deu certo, invista-se no 2 sem perder muito tempo. É dar mais do mesmo e pronto.
2 - O carisma do casal central, Gloria Pires- Tony Ramos. Ajuda barbaridade.
3- O dedo de Daniel Filho. Outro dia vi uma estatística, não lembro onde, que ele, sozinho, tem quase metade - ou um pouco menos - das bilheterias acima de 1 milhao entre os filmes nacionais recentes (como diretor ou produtor). O homem tem faro para o que as pessoas querem ver e é rápido em criar, produzir e por um filme nas telas.
4 - A inversão de papéis que é uma marca da vida moderna. Com a crise financeira entao, muitos maridos estão quietinhos em casa cuidando da rotina familiar e as esposas é que estao segurando as contas. E tem também a própria idéia de se projetar na pele do outro, um fetiche que só o cinema proporciona.
5 - Assinatura Globo Filmes, o que garante boa cobertura de mídia.
6 - Época de lançamento, férias, mais tempo livre.
7 - Gênero comédia para todas as idades, o que permite levar a familia toda ao cinema.
8 - Aborda o universo, valores, situações, lugares, trabalho, conflitos, diversões, dúvidas da classe média, que é quem vai ao cinema e é pouquíssimo representada no cinema nacional. É pura identificação, quem paga o ingresso pode se ver no filme.
É um conjunto de fatores que pode explicar o êxito do filme. Veja bem, pode. Certamente há outros que nao me ocorrem agora e mesmo estes sao apenas chutes.
De qualquer forma, o caso deste filme deveria ser estudado mais a fundo por quem faz e pesquisa cinema no Brasil e por quem produz e cria mecanismos de financimento.
Nao sei ao certo, mas acredito que o filme já deve ter pago seus custos de produção. O que é raríssimo por aqui.
Acervo de Alex Viany está na web
O trecho consta em uma página surrada dos idos de mil novecentos e alguma coisa. São do monumental cervo do crítico, cineasta e pesquisador carioca Alex Viany, que acaba de desembarcar na web.
É uma ótima notícia para os cinéfilos e pesquisadores, que agora terão acesso a cerca de 1800 itens datilografados por Alex, entre críticas, reportagens e entrevistas.
O projeto de recuperação do acervo foi conduzdio pela filha de Alex, Betina.
O site é www.alexviany.com.br.
Como nao temos memória de quase nada no Brasil, sobretudo memória de nossa história audiovisual, a iniciativa merece todos os elogios.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Foi apenas um sonho expõe infelicidade conjugal no pós-Guerra

>Enquanto assistem à pior crise de sua história e esperam milagres por parte do novo presidente, os americanos sentem saudades dos anos 50. O país acabava de sair vitorioso da Guerra contra o nazismo na Europa. O conflito turbinou a economia, gerou empregos e fixou as bases do grande mercado de consumo de bens duráveis. É a era dos maridos empregados em grandes corporações e suas esposas, donas de casas sorridentes, ambos instalados em casas confortáveis nos subúrbios dos grandes centros.
Esta América dos sonhos, que em sua aparência exala felicidade material mas em seu íntimo cobra o preço da conformidade e do vazio de rotinas previsíveis de seus membros, é a base do romance Revolucionary Road, de Richard Yates, adaptado para as telas com o título em português de Foi Apenas em Sonho.
O nome original refere-se à rua onde vive o casal que protagoniza o filme, condicionando esta existência a um conjunto de valores típico dos subúrbios: crença no conforto material e acomodação com os papéis masculino e feminino dados pela sociedade.
Mais de década após estrelarem Titanic, o filme de maior bilheteria em toda a história do cinema, Leonardo Di Caprio e Kate Winslet voltam a atuar juntos em uma produção. Mas desta vez, nada de amores impossíveis ou romantismos juvenis em alto mar.
No longa, eles dão vida ao jovem, admirado e belo casal Wheeler. Frank é um trintão que não sabe muito bem o que quer. Na falta de coisa melhor e como precisa sustentar a mulher e duas crianças, passa os dias odiando seu emprego na Knox, uma companhia de equipamentos. Para espantar o tédio, fala mal dos chefes e seduz secretárias.
Frank é casado com April, que em sua juventude queria ser atriz. Apesar da rotina de mãe de dois filhos e dona-de-casa, ela não desistiu totalmente de seus sonhos e segue atuando em produções sofrivelmente amadoras.
Se Frank é o sonhador conformado com um horizonte medíocre em um trabalho maçante, April traz da experiência fracassada no teatro a centelha da esperança em uma vida mais intensa, longe de vizinhos entediantes, empregos monótonos. Sugere ao marido que se mudem para Paris, onde tudo é mais intenso e divertido e mais: ela se propõe a sustentá-lo enquanto ele encontra sua verdadeira vocação.
O que se apresenta como solução para que Frank e April encontrem o verdadeiro sentido de suas vidas na verdade passará a servir de pretexto para que o filme questione a possibilidade de felicidade a dois e quanto de sacrifício pessoal um casamento exige, o quanto este sacrifício vale a pena e os casos em que ele pode ser completamente inútil.
O diretor Sam Mendes volta ao terreno de um de seus trabalhos mais expressivos, Beleza Americana, ao observar com lente de aumento o que está por trás de uma vida de prosperidade na classe média americana. Até que ponto as frustrações individuais podem ser sufocadas em nome de uma rotina previsível, monótona, onde a única novidade é observar o crescimento dos filhos.
O conformismo coletivo é apresentado como uma grande doença da qual toda a sociedade padece sem perceber. Neste sentido, o personagem John Givings, o louco que recebeu choques elétricos no hospício, é a única pessoa capaz de revelar verdades terrivelmente dolorosas sobre os planos dos Wheeler de se mudarem a Paris e seu adiamento em função da carreira de Frank.
O título original guarda uma ironia que a tradução (infeliz) perdeu. Revolocionary Road é uma vizinhança arborizada, calma, agradável, o lugar perfeito para se criar os filhos, mas de revolucionária mesmo não tem nada. Ao contrário, cria todo um cenário para que os que nela vivem recusem seus sonhos individuais e aceitam com resignação projetos alheios, previsíveis e limitantes.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Benjamin Button celebra a vida

Desculpem a ausência. Faz um tempinho que nao posto nada aqui, mas hoje vai. Quero falar alguma coisa sobre O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON, que chegou ontem por aqui.
Estava pensando em uma palavra para definir o filme. Encontrei hoje, no blog do Merten: epifania.
Eu acredito que alguns filmes iluminam as nossas vidas. Outros são para passar o tempo, outros são criativos e cheios de frescuras e há uma grande maioria dispensável.
Uns poucos filmes tornam a vida da gente melhor, daí o Merten deu forma a meus pensamentos ao lembrar da epifania, revelação , compreensao sobre algo.
É nesta linha que se pode apreciar o filme de David Fincher.
Trata-se de uma história que em si já tem um baita apelo dramático: um homem que nasce velho e vai se tornando jovem. Eo filme trata de tudo de bom e de ruim que há nisso.
Mas o apelo em si nao sustentaria o filme. O roteiro impecável parte do conto de Scott Fitzgerald publicado em 1921 e vai até 2003, quando o Katrina devastou New Orleans.
Tarefa dura abarçar tanto tempo em 150 minutos.
Talvez por isso o conto tenha demorado tanto tempo para chegar às telas, fora questões de direitos autorais.
Enquanto o grosso da produção contemporânea se pauta pelo apelo à violência e ao sexo (atenção, nao estou sendo careta nem condenando) e pela celebração da morte, BB opta por festejar a vida com tudo que ela tem de alegria ou tristeza.
O velho-jovem Benjamin descobre e desfruta daqueles pequenos momentos que definem um ser humano: perdas, paixão, sexo, porre, viagens, amigos, saudades, perdão.
Daí a epifania a que se refere o Merten: a gente precisa ter isso jogado na cara, como se a tela fosse um espelho mesmo, para percebr o quanto nossas vidas sao costuradas com pequenos milagres.
Talvez o conjunto destes milagres, alguns tao simples, como observar o nascer do sol - como faz Benjamin com seu pai - passem despercebidos. Revelar estes momentos na sala escura é reconhecer que eles, os momentos, as alegrias e tristezas, compoem aquilo que a gente chama de Felicidade, com F maíúsculo, que gente passa a vida toda procurando.
O filme escolhe celebrar a vida em várias frentes. As locações em New Orleans, com seus casarões antigos e o rio Mississipi cortando a cidade, o jazz que dá um colorido contagiante, a reconstrução histórica de quase 70 anos perfeita (é bom ter dinheiro, né?), beija-flores que representam a alma dos que partem.
Cate Blanchet (linda, perfeita) de bailarina novinha à idosa é o par de Brad Pitt, o Benjamin, o velho que nasce com 80 e termina bebê.
Reparem em uma cena no Hotel na União SOviética em que ele se envolve coma mulher de um diplomata inglês. Ela o ensina a saborear caviar com vodka. Ela o ensina a viver o presente com toda a sua plenitude, a agradar o corpo e à alma.
Ah, eu saí do cinema com o maior clima Forrest Gump (protagonista inocente que aprende com as pessoas e com a vida).
Nao foi à toa.
Adivinhem que outro filme o roteirista Erich Roth escreveu?????
Abs
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Festival do Paraná traz oficina e longa de Mojica

Começa na próxima segunda, dia 06 de outubro, a terceira edição do Festival do Paraná de Cinema Brasileiro e Latino.
A programação reúne debates, oficinas e mostras de curtas e longas.
Toda a programação está agendada para o Museu Niemeyer.
Vale ver a mostra com títulos do italiano Dino Rosi, o pai da comédia italiana, morto em junho deste ano e a mostra de filmes de Glauber Rocha, de Barravento, seu primeiro longa a Idade da Terra.
Entre as oficinas, destaque para a de Cinema Maldito, a ser conduzida por ninguém menos que José Mojica Marins. Posso estar enganado, mas duvido que ainda tenha algum lugar disponível para esta oficina.
Do mesmo Mojica, o Festival exibe em competição o seu ultra esperado A Encarnação do Demônio, filme que fecha a famosa e cultuada trilogia com o personagem Zé do Caixão e sua incessante busca por uma mulher que dê a ele o filho perfeito. Após o filme de Mojica, será exibido Mysterios, produção local de Beto Carminatti e Pedro Merege baseada no livro O Mez da Gripe, de Valencio Xavier. Os dois filmes agendados para a noite de sexta, dia 10, com casa cheia.
A programação completa do festival pode ser acessada no site do evento.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Festival de curtas vai premiar melhores videos amadores
É importante louvar as câmeras amadoras, já que elas são estopim da democratização do cinema – da Super 8, nos anos 60, ao VHS, na década de 80. Mas equipamento por si só não faz história; foi preciso que houvesse movimentos por um cinema mais simples, como o Dogma 95, dos cineastas Lars Von Trier e Thomas Vinterberg. Com a tecnologia somada ao endossamento da indústria, criou-se o contexto propício à popularização. Faltava saltar um obstáculo: a distribuição.
Recentemente, esta última barreira caiu, com o crescimento e desenvolvimento da internet. A chamada web 2.0 colocou o usuário na condição de produtor de conteúdo. A evolução da tecnologia de vídeo também colaborou com isso; hoje, qualquer celular com câmera pode filmar.
Ou seja: um celular basta para você criar um filme e inscrever na competição. José Padilha, diretor de Tropa de Elite; Breno Silveira, diretor de Dois Filhos de Francisco; Sérgio Sá Leitão, diretor da ANCINE; Tadeu Jungle, um dos precursores da videoarte no Brasil; e Stephen Hopkins (diretor e roteirista da série 24 Horas e do filme Predador 2, entre outros), compõem o júri que escolherá os 20 melhores filmes.
Os filmes inscritos poderão ser filmados com câmeras digitais comuns ou celulares, além de outros tipos de equipamento como câmeras Super 8. Quem não tiver nenhum equipamento que filme pode inscrever animações feitas com fotografias ou flash.
Se você quiser participar, basta se inscrever pelo site http://www.clarocur
sábado, 30 de agosto de 2008
Quase Nove: 52% dos brasileiros não vai ao cinema

Em 2007 os filmes nacionais tiveram 8,7 milhões de espectadores no Brasil, o que corresponde a cerca de 10% do total do público. A informação, da Nielsen EDI, foi apresentada nesta terça-feira, durante painel do Fiicav, em São Paulo.
Além da Nielsen, Globo Filmes e o Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Município do Rio de Janeiro apresentaram pesquisas semelhantes entre si sobre o mercado de cinema. Embora alguns números tenham sido conflitantes, como o que se refere à preferência ou não por filmes nacionais, o que ambas mostraram é que 52% do público pesquisado não tem o hábito de ir ao cinema. Esses 52% são aqueles que sequer são potenciais consumidores desse tipo de lazer.
As pesquisas qualitativa e quantitativa do Datafolha feitas para a Glob o Filmes no Rio de Janeiro e em São Paulo, em 2006 e 2007, apontaram que esse público não vai ao cinema porque o hábito não foi passado dos pais para os filhos.
Em relação à percepção do cinema nacional e do estrangeiro, a pesquisa da Globo Filmes apontou que o cinema, de um modo geral, está associado ao entretenimento, e que os filmes estrangeiros são ligados ao sonho, à fantasia, ao clima de descontração. Já os nacionais estão mais associados ao mundo da dura realidade, pobreza, sofrimento e temáticas sociais. "Para ampliar o mercado, seria necessário aproximar-se um pouco mais da expectativa que o público potencial tem de lazer e entretenimento"
A pesquisa encomendada ao Datafolha pelo sindicato, realizada em dez mercados, mostrou que a avaliação do filme nacional é boa para 58% do total de entrevistados. É curioso o dado que diz respeito ao motivo pelo qual o espectador acha os filmes nacionais bons: 56% do público freqüentador fez referência ao tema abordado. Quando a pergunta é "por que os filmes são ruins ou péssimos?", a resposta foi a mesma: 80% dos freqüentadores de cinema fizeram referência ao tema abordado.
Em ambas as pesquisas, o gênero aventura e ação foram os preferidos, seguidos de comédia.
Classe C
Enquanto profissionais de diversas indústrias perguntam-se como chegar à classe C, o cinema já faz parte do entretenimento dessa fatia da população. Foi o que mostrou a pesquisa da Globo Filmes, que apontou que 44% do público de cinema é da classe B, 37% é da classe C, e outros 38% de potenciais consumidores são da classe B e 44% da C.
A pesquisa do sindicato mostrou que 56% do total do público de cinema é da classe C. Entre os potenciais consumidores, são 69% da classe C.
(post anterior sobre mesmo assunto)
(Fonte TELA VIVA News)
Decálogo de Kieslowski é lançado Brasil

Vibração entre os cinéfilos fãs de Kieslowski! Após anos de espera ansiosa, finalmente chega ao Brasil o aclamado DECÁLOGO, série com dez filmes produzidos para a TV polonesa em 1988. Dois episódios, Não Amarás e Não Matarás, ganharam versões para cinema e são mais conhecidos por aqui.
O diretor K. Kieslowski tem seu nome associado à Trilogia das Cores, mas quem acompanha seu trabalho sentia muita falta do Decálogo, disponível até então apenas pela Internet.
O crítico Luiz Carlos Merten, em seu blog no estadão, comenta que mal foi lançado por aqui o filme já é o centro de uma batalha judicial envolvendo duas distribuidoras.
Na Cartoon do Cabral estão disponíveis o Não Amarás e Não Matarás. Esperemos que em breve a Locadora obtenha os outros oito episódios.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Curso de História do Cinema para cinéfilos de todas as idades e formações começa dia 14 de agosto

No segundo semestre de 2008, as aulas serão às quintas (das 19h10 às 21h40), com início dia 14 de agosto e encerramento em 14 de dezembro.
Este curso é estruturado e direcionado para qualquer pessoa que gosta de cinema e que aprofundar seus conhecimentos.
Aliás, o único requisito é gostar de ver e de conversar sobre filmes.
As turmas reúnem gente de todas as idades e formações: estudantes que concluem o Ensino Médio, estudantes de Comunicação Social, Filosofia, Artes Visuais, Arquitetura, Medicina, Administração, Psicologia, Engenharia, médicos, advogados, nutricionistas, funcionários públicos, músicos, atores e diretores de teatro.
Em comum, os participantes têm o interesse por cinema e por conhecer a história da produção cinematográfica, além de ampliar seus repertórios sobre filmes, diretores, estilos, tendências.
A idéia é que quanto mais se conhece algo de que se gosta, mais se aprecia. Além das aulas sobre história do cinema, o curso aborda ainda noções de linguagem e Cinema Brasileiro.
A intenção é, uma vez por semana, à noite, com direito a intervalo para o café, apresentar um estudo aprofundado do universo fílmico, com enfoque acadêmico, porém em uma linha mais informal, que seja sobretudo divertida e que leve o aluno a conhecer outros estilos, diversos daquele que aprecia, ou a apreciar ainda mais o estilo ou gênero que já gosta.
Trata-se de um curso de cinema essencialmente teórico e analítico que pode tanto servir ao estudante de Audiovisual em busca de uma referência mais sólida quanto ao apreciador sem intenção de produzir um trabalho na área.
A cada aula, são exibidos trechos de filmes importantes, seguidos de análises e discussões. Uma extensa lista com títulos essenciais também é sugerida aos alunos.
ATENÇÃO: não confundir este curso com o Preparatório para o Vestibular de Cinema e Vídeo de FAP/CINETV-PR, que tem outro público e outro enfoque, mais específico.
Para mais informações sobre o curso, acesse a seção curso Cinema História neste blog
CURSO CINEMA – HISTÓRIA, ARTE e ENTRETENIMENTO
Quintas, das 19h10 às 21h40
De 14 de agosto a 14 de dezembro
Uma vez por semana
Informações:
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Cinéfilos ganham site para agendar filmes no cinema
Crei uma comunidade para reunir os cinéfilos de Curitiba:
http://www.moviemobz.com/movieclub/profile/ccid/168
Estão todos convidados a participar!
Um site de relacionamentos para cinéfilos, que tem parceria com uma grande distribuidora de conteúdo digital, promete resgatar o clima de cineclube para internautas, agendando salas de cinema para sessões de filmes raros ou fora de cartaz.
A MovieMobz, que lançou na segunda-feira seu site (www.moviemobz.com), tem um catálogo de 200 filmes digitais e uma rede de 159 salas de cinema espalhadas por 18 cidades brasileiras, em parceria com a distribuidora brasileira Rain.
O site funciona como o Orkut ou MySpace. Os visitantes têm acesso às fichas dos filmes, com sinopses, trailers e críticas de outros usuários, além de poder contactar amigos e criar comunidades, chamadas de "Movieclubs".
As pessoas cadastradas podem participar da "mobilização", ou seja, fazer com que determinado filme seja exibido no cinema de sua cidade ou bairro. A quantidade mínima de pessoas para a sessão acontecer depende do tamanho da sala e do horário, que também vão determinar o preço do ingresso.
Por atrás dessa novidade estão os dois sócios-fundadores da Rain, José Eduardo Ferrão e Fabio Lima, atual diretor-executivo da MovieMobz, e o veterano distribuidor Marco Aurélio Marcondes, diretor-geral da nova empresa.
"Uma mobilização pode ser de 10, 15 pessoas ou até 300 pessoas", explicou Fábio na festa de lançamento na noite de segunda-feira. "E pode interferir no preço do ingresso, quanto mais gente, menor o preço."
Como o site foi lançado na segunda-feira, ainda não há nenhum filme "mobilizado", agendado para uma sessão. Os diretores não souberam informar quanto tempo um agendamento pode demorar a ser feito, já que depende da procura dos usuários e da disponibilidade das salas.
Porém, no Rio de Janeiro, maior praça com 16 cinemas cadastrados, há 63 filmes "em mobilização". "Uma Mulher Contra Hitler", por exemplo, já tem 10 usuários dispostos a vê-lo no Estação Vivo Gávea, embora os direitos do filme ainda estejam em negociação para projeção digital.
O site/distribuidora MovieMobz também possibilita que cidades fora do grande circuito de cinema recebam filmes atualmente em cartaz em outras regiões, fazendo com que produções independentes tenham um maior alcance, se houver demanda.
"É uma coisa inédita no Brasil e no mundo. É cinema sob demanda", afirmou Marco Aurélio, entusiasta dos cineclubes desde os anos 1970.
Ele completou que a empresa espera levar o MovieMobz para países da América Latina e Estados Unidos, onde a Rain possui salas de cinema com projeção digital.
O acervo da MovieMobz é composto por filmes nacionais e internacionais, a maioria produções independentes, com destaque para filmes de arte e clássicos. A empresa espera elevar seu catálogo de filmes para 600 até o final do ano
terça-feira, 1 de julho de 2008
Cinema brasileiro: filmes do segundo semestre de 2008
Tudo leva a crer que o calndário não está totalmente atualizado, pois o número de títulos é pequeno em comparação à leva que chega toda sexta nos cinemas, mas ali dá para ter uma idéia da produção nacional que vem por aí.
O cenário, segundo a lista, não parece dos melhores: uma média de 3 a 6 filmes nacionais por mês.
Destaque para Linha de Passe, que ganhou Melhor Atriz em Cannes e Ensaio sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles, previstos, respectivamente, para agosto e setembro.
Ausências: Última Parada 174, de Bruno Barreto, sobre o sequestro do ônibus 174 no Rio de Janeiro, que estréia em outubro.
É a dramatização sobre o acontecimento que foi tema do documento Ônibus 174, de José Padilha. Este ainda este ano lança seu novo documentário, Garapa; e Desafinados, de Walter Lima Jr, sobre jovens músicos nos anos 60.
Veja a lista publicada pela revista
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Aramis, Splendor e o cinema
É uma oportunidade muito bacana de se conhecer a memória da atividade cultural no Paraná.
Para homenagear o Aramis, abaixo reproduzo o trecho de um texto sobre o filme Splendor, de Ettore Scolla. O filme é de 1998 e o texto é de 1990.
O filme é, ao lado de Cinema Paradiso, uma declaração de amor ao cinema e ao tempo em que existiam cinemas.
"Se o cinema é a indústria dos sonhos iluminados projetados na tela branca, "Splendor" é mais do que um filme: é o próprio sonho.
Em torno deste filme não deveria haver críticas, ou releases: ou no máximo um poema tão profundo quanto aquele que Carlos Drummond de Andrade dedicou a Carlitos.
"Splendor" é magia do início ao fim. Um filme para quem ama o cinema, sua simbologia, seu folclore.
Em tudo a simplicidade: a história de um cinema - o Splendor, de uma pequena cidade da Itália, inaugurado nos anos 30, em plena ascensão do fascismo. Jordan (Marcelo Mastroianni), seu proprietário, filho de um caixeiro-viajante das imagens que, no início do século, levou a usina dos sonhos em projeções de cidade em cidade."
texto completo
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Cinema brasileiro em alta,mas público segue 'escondido'
O cinema brasileiro virou a vedete do país no exterior. Arranca elogios e prêmios nos festivais europeus, exporta diretores para grandes estúdios internacionais e promete uma das melhores safras de produção para este ano.
Encontrar o público, no entanto, segue sendo um de seus maiores desafios.
Em maio, a boa exposição do cinema nacional teve seu auge, no Festival de Cinema de Cannes, quando dois brasileiros participaram da competição oficial. "Ensaio sobre a Cegueira", de Fernando Meirelles, abriu o evento, e "Linha de Passe", de Walter Salles e Daniela Thomas, ganhou prêmio de melhor atriz.
Apesar de vistos como filmes brasileiros, ambos são co-produções com outros países, como Canadá e Japão, um movimento alternativo aos incentivos fiscais do Brasil.
No último Festival de Berlim, um dos principais ao lado de Cannes e Veneza, o Brasil saiu vencedor do Urso de Ouro com "Tropa de Elite", de José Padilha. Salles, Meirelles e Padilha, aliás, têm projetos com grandes estúdios norte-americanos.
O interesse estrangeiro pelo cinema brasileiro e latino-americano foi percebido por quem viajou até Cannes.
"Nas inúmeras entrevistas com jornalistas internacionais pude perceber que este ano o cinema latino-americano foi considerado o foco do festival. Isso é algo que não acontece há pelo menos 20 anos", disse Daniela Thomas.
Tudo parece brilhar no setor, que promete ainda uma das melhores safras de filmes nacionais para 2008, segundo distribuidores e especialistas.
Além dos filmes de Thomas e Meirelles, previstos para estrear no segundo semestre, há também os novos trabalhos de Bruno Barreto, "Última Parada 174", sobre um sobrevivente de uma chacina no Rio de Janeiro, e de Walter Lima Jr., "Os Desafinados", com o astro Rodrigo Santoro no elenco.
CADÊ O PÚBLICO?
Tal otimismo, no entanto, acaba ofuscado quando o assunto é bilheteria. Afinal, com tantos filmes sendo produzidos no Brasil, era de se esperar um público em ritmo de crescimento.
Enquanto a produção saltou de três filmes em 1992 para 29 em 2003 e cerca de 80 em 2007, o público de tais filmes encolheu de 22 milhões de espectadores em 2003 para 10,3 milhões no ano passado, patamar que mantém desde 2005.
Para comparação, os filmes estrangeiros no Brasil tiveram 80 milhões de espectadores em 2007.
O diretor veterano Carlos Reichenbach diz que a dificuldade está em conseguir espaço nas salas de cinema devido à concorrência com estrangeiros e o preço dos ingressos.
"Nunca, em 40 e poucos anos de cinema, tivemos uma condição tão precária de exibição", disse Reichenbach, que lançou este ano "Falsa Loura". O filme de baixo-médio orçamento custou 3 milhões de reais, captados por meio de leis de incentivo, mas estreou em apenas nove salas de cinema.
Para um dos diretores da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Sérgio Sá Leilão, o cinema brasileiro vive "uma encruzilhada", com uma crise de superprodução.
"Nós temos uma ênfase na criação desvinculada do mercado, gerando grande número de produtos pouco competitivos", disse Sérgio.
O aumento na produção vem do investimento público dos últimos 15 anos. Segundo a Ancine, está prevista para a produção nacional este ano 210 milhões de reais através do sistema de incentivo. Ano passado, foram 137 milhões.
"É muito dinheiro, tem que ver onde está o erro", acredita Jorge Peregrino, vice-presidente da Paramount na América Latina e presidente do Sindicato de Distribuidores do Rio de Janeiro.
"Por que se o dinheiro vai aumentando, aumentando e a participação vai caindo? Tem alguma coisa errada."
PAÍS GRANDE, MERCADO PEQUENO
De fato, a Ancine trabalha para fazer o cinema andar com as próprias pernas. O órgão lançará um novo fundo que irá funcionar através de créditos e investimentos, e não com dinheiro a fundo perdido, característica das leis atuais.
O mercado brasileiro está entre os três maiores da América Latina, ao lado de México e Argentina, mas ainda é considerado pequeno para o tamanho de sua população. São 2.200 salas de cinema no total, ou uma sala para cada 90 mil habitantes.
Apesar das críticas, Peregrino acha que o cinema nacional vai ajudar a melhorar a bilheteria geral, que caiu de 91,2 milhões de espectadores em 2006 para 88,5 milhões em 2007.
Segundo ele, há três ou quatro filmes nacionais este ano com potencial para 1 ou 2 milhões de espectadores. "Essa diferença é importante porque quando o cinema brasileiro se comporta bem, o mercado como um todo sobe, é uma coisa histórica."
Em 2007, apenas dois filmes brasileiros romperam a barreira dos 2 milhões de espectadores, "A Grande Família -- O Filme" e "Tropa de Elite". Os demais não atingiram nem 1 milhão.
FERNANDA EZABELLA - REUTERS

