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terça-feira, 27 de abril de 2010

Cinedocumenta exibe dois documentários dia 27, no SESC da Esquina

Depois do sucesso da Mostra Jorodowsky – CineSesc, o Sesc da Esquina realiza o Projeto Cinedocumenta. Mensalmente haverá exibições gratuitas de curtas com bate papo com diretores, workshop e oficina. Na primeira etapa do projeto o tema será documentário e animação .
A animação marca presença no documentarismo contemporâneo em uma combinação que alia a estética ao olhar sobre o mundo. Para o olhar acostumado ao documentarismo tradicional, especialmente ligado às noções de improviso e autenticidade das imagens in loco , ou seja, feitas no lugar onde os acontecimentos se desenrolam, a presença de um elemento de criação como o traço do desenho animado pode parecer um tanto estranha.
Mas o estudo da história do documentarismo revela, no entanto, que a parceria retoma um aspecto muito comum à gênese deste tipo de filme: a contação em lugar da mostração, ou seja, a capacidade de transmitir uma história ou uma idéia lançando mão de técnicas variadas para levar ao público o conhecimento.
Mais do que funcionar como prova ou evidência, portanto, a imagem animada no documentário serve à imaginação de quem recebe a narrativa, que vê o mundo não pelo olhos aparentemente objetivos da câmera, mas pelo olho subjetivo do próprio objeto do documentário.
"Dossiê Rê Bordosa" (César Cabral, 2008, 16 min.) e "O Divino, de Repente" (Fábio Yamaji, 2009, 6 min.) são exemplos da aproximação entre o mundo da animação e o documentário. No filme de Fábio Yamaji, a história de Ubiraci Crispim de Freitas, repentista criado na Paraíba, é contada através de uma criativa série de animações. Estas animações dão vida aos repentes do artista, tomando forma como pequenas histórias engraçadas e fantásticas contadas pelo próprio Ubiraci. O filme foi premiado em 2009 como melhor animação pelo voto popular no festival internacional Anima Mundi.
Já "Dossiê Rê Bordosa" reconstitui a morte da personagem de histórias em quadrinhos Rê Bordosa. Ao retomar a vida e a morte de uma personagem ficcional, o documentário tangencia a linha que divide as formas de representação do real e a própria ficção. Utilizando o traço inspirado nos quadrinhos de Angeli, criador da personagem, o diretor Cesar Cabral recorreu a um tipo de referência típica do documentário, a reconstituição de aspectos formais de um tema.
Com depoimentos de vários envolvidos na vida de Rê Bordosa o documentário tornou-se um grande sucesso e recebeu muitos prêmios, tanto em festivais de documentário, como o É Tudo Verdade, como em festivais de animação, como o Anima Mundi.

CineDocumenta – Teatro do Sesc da Esquina

27 de abril – 20h - GRATUITO

" Dossiê Rê Bordosa " (César Cabral, 2008, 16 min.)

" O Divino, de Repente " (Fábio Yamaji, 2009, 6 min.)

Informações - (41) 3304-2227

sábado, 13 de março de 2010

O Napoleão que Kubrick não filmou

O bilhete, datilografado com rasuras num papel não timbrado, listava uma dezena de argumentos. O terceiro deles dizia: "Espero realizar o melhor filme jamais feito." Era 20 de outubro de 1971 e pela última vez Stanley Kubrick (1928-1999) tentava convencer os estúdios MGM a bancar Napoleão, fita de três horas que planejava dirigir sobre o imperador francês. Àquela altura, ele já desconfiava de que era enorme a chance de o longa, de fato, jamais ser feito.

Embora o ambicioso projeto não tenha se concretizado, seus arquivos foram mantidos no espólio do diretor em Hertfordshire, Inglaterra. Por anos, admiradores puderam ler textos sobre o assunto e até uma versão do roteiro, de 1969 - que se acha numa busca no Google por "Napoleon", "Kubrick" e "script". Mas só agora a maior parte dos documentos se tornou pública, com o lançamento, no fim do ano passado, de uma edição limitada de luxo da Taschen, Stanley Kubrick"s Napoleon - The Greatest Movie Never Made.

Composta por uma caixa com dez livros e vendida a US$ 700, a série de mil unidades esgotou-se em um mês. Pela Amazon, é possível encontrar três cópias de segunda mão, com preços entre US$ 2 mil e US$ 5 mil. O volume inclui um fac-símile da última versão do roteiro anotada pelo diretor, cartas para envolvidos na produção, estudos de figurino, fotos de locação e análises de estudiosos.

A opulência do título condiz com o fôlego do projeto. Em dois anos de pesquisa, Kubrick reuniu 15 mil fotos de locações e 17 mil imagens do período de 1769 a 1830. Criou um selo com o símbolo da MGM e a letra N só para usar na correspondência sobre o filme. O roteiro abarcava nada menos que toda a vida do francês, começando e terminando com ele na cama - a primeira vez aos 4 anos, agarrado a um urso de pelúcia, a última aos 51, à beira da morte.

"Kubrick dedicou-se mais a esse projeto que a qualquer outro que tenha chegado a realizar", diz ao Estado, de Londres, Jan Harlan, cunhado de Kubrick e produtor executivo de seus filmes a partir de Barry Lindon - Napoleão seria o primeiro. Uma afirmação e tanto, dada a conhecida obstinação do diretor.

A pesquisa começou em 1967, durante a pós-produção de 2001: Uma Odisseia no Espaço. Kubrick leu aquela que se tornaria sua maior fonte, a biografia lançada em 1963 por Felix Markham, e fez inúmeras anotações nas margens. Já era a base do roteiro. O cineasta relacionava perguntas: "Ele era supersticioso? Tinha senso de humor? Bebia muito? Comia muito? Lia muito? Era bom de conversa?". Para sorte dele, e talvez azar do biógrafo, foi possível levantartais dúvidas em exaustivas conversas ao vivo, cujas transcrições estão no volume da Taschen. Os questionamentos são tão detalhados que fazem o principal biógrafo do imperador parecer, às vezes, despreparado - como quando Kubrick tenta arrancar dele uma conversão de valores para saber quanto Napoleão teria em dinheiro hoje. "Oh, Deus, isso é muito difícil", desabafa Markham.

Leia o texto completo no estadão.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Palestra sobre cinema americano no Museu Guido Viaro





Na próxima segunda, dia 8 de março, às 20h, no Museu Guido Viaro, eu falarei sobre Cinema Americano Contemporâneo, em palestra que integra a primeira Semana Cultural do Museu Guido Viaro, uma iniciativa muito bacana do neto homônino do artista para estimular a reflexão sobre as artes em várias frentes.

Minha intenção é pensar um pouco sobre a produção atual, dentro de uma perspectiva histórica a partir dos anos 60, situando a filmografia contemporânea que se debate entre o filme mais popular e o mais autoral, ou independente - com as dificuldades de se aplicar conceitos ou rótulos consagrados.

Na sexta, 5, a semana abre com o monólogo CINETON, peça baseada na vida do pintor polonês Bruno Lechowski e que será apresentada pelo ator Paulo Alves. A peça terá uma segunda apresentação no sábado.
Na terça, 9, o músico Andrey Luna Giron apresenta a palestra "Música e Filosofia - vislumbrando potenciais infinitos".
Na quarta, dia 10, os músicos Angelo Esmanhotto, Vinny Moura, Alex Zanão e Ivan Wolkoff apresentam o concerto "Da renascença ao modernismo".
No dia 11, quinta, será exibido o longa-metragem curitibano Mystérios, baseado na obra do escritor Valêncio Xavier, seguido de debate com os cineastas Beto Carminatti e Pedro Merege.
Dia 12 , sexta, o cineasta Fernando Severo fala sobre "A cinematografia pictórica", palestra na qual aborda a relação da pintura com o cinema.
As palestras são gratuitas, com exceção da peça CINETON, que tem ingressos a R$ 10,00.
Tanto a peça quanto as palestras iniciam ás 20 horas.
O museu, inaugurado em novembro de 2009, fica na Rua XV de Novembro, 1348, na frente da Reitoria da UFPR.
Mais informações no 30186194 ou no site do museu

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Blog no facebook e twitter

Devo ser a última pessoa no continente a aderir ao Facebook...confesso que foi pura preguiça de manter em dia mais uma rede, além do orkut.
Estou lá em
http://www.facebook.com/home.php?#!/profile.php?id=100000741718487


Sempre que atualizo aqui, aviso no twitter do blog (twitter.com/quasenove) e no pessoal (twitter.com/fabiofp).

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Imagens do passado e música ao vivo no Teatro da Caixa

Belo e emocionante o espetáculo Cine Re-Sonar, apresentado no último fim de semana no teatro da Caixa. Imagens antigas, de Curitiba nas primeiras décadas do século, projetadas em uma tela com trila sonora executada ao vivo (atrás da tela) em arranjos para violino, teclado, violoncelo, violao, guiterra e percussão.
Até o final dos anos 30 quase todas as exibições tinham alguma forma de acompanhamento musical. Aqui mesmo em Curitiba o pioneiro Aníbal Requião - que em 1908 abre o Cine Smart, primeira sala com programação diária de filmes - acompanhava as imagens ao piano ou ao oboé.
Há muitos anos atrás tive a oportunidade de acompanhar a projeção de Nosferatu (nao tenho certeza absoluta se era este filme...) no finado Cine Ritz, com a trilha intepretada ao vivo por um pianista alemão e uma senhora que ia traduzindo os letreiros. Era uma promoção do Goethe, acho. Experiência marcante, sala lotada, na época ainda se ia muito aos cinemas de rua, se camainhava tranquiloamente pelo calçadão da XV, falando sobre o filme e decidindo em quel bar tomar a próxima cerveja.
O espetáculo de sabado, iniciativa do músico Vadeco, me fez lembrar estes tempos. As peças compostas pareciam dar vida a todas aquelas pessoas na tela. Todas já mortas há muito tempo, mas que pela magia do cinema voltaram a viver por alguns instantes.

domingo, 22 de novembro de 2009

Mysterios é ode a Curitiba, ao cinema e aos pesadelos

Acabei me alongando demais no post anterior, mas a intenção era tratar do filme em si. Mysterios narra três contos, tendo como fio condutor justamente o mistério. No primeiro deles, uma moça desaparece ao dar uma volta no trem-fantasma do Parque Alvorada. Dos três segmentos, foi o que mais gostei. Tem um clima de nostalgia inocente do final dos anos 60, mais precisamente na mesma semana em que o homem pisa na lua. O tratamento visual e sonoro é impecável - uma marca que por sinal se mantém durante todo o filme. O Passeio Público com seus vendedores de mação do amor, o lambe-lambe interpretado pelo Hugo Mengarelli, a trilha pop-brega com "Se Deus Me Ouvisse", tudo remete a um tempo mais tranquilo, com menos correria, mais esponteneidade e simplicidade. Mas a intenção do filme nao é apenas recriar uma Curitiba que se perdeu. É partir desta cidade que o tempo esqueceu - quem lembra do divetido trem-fantasma do Alvorada? - que o filme mergulha no desaparecimento da garota. Em tempos de ditadura, a crônica policial explorou à exaustão este sumiço, o que permite ao filme um tratamento gráfico e sonoro bem modern, inserindo trechos de manchetes de jornais, imagens de livros antigos e narrações radiofônicas.
O segundo segmento trata da descoberta de fragmentos de um filme dos anos 20 em um galinheiro. Pouco se salva da fita erótica, pouco se sabe de seu realizador. É uma baita homenagem aos pioneiros do cinema paranaense, Anibal Requião e Joao Batista Groff, citados no trecho. A fotografia em PB consegue criar com riqueza de detalhes os trechos da fita danifica e direção de arte segura e inventiva traduz o clima erótico em torno de um grupo de belas jovens seminuas filmadas por um anônimo na provinciana Curitiba dos anso 20.
O terceiro segmento é o mais surreal dos três. Em um espetáculo de mágica, a assistente do ilusionista se fere durante a apresentação. Dizer isso nao siginifca nada. É o mesmo que citar sinopse em filme de David Lynch, cujo visual de pesadelo parece ter sido a fonte na qual beberam os realizadores do filme.
Os três contos são costurados pela presença de um narrador, interpretado por Carlos Vereza, que ora se limita a tentar interpretar o que vê, ora participa mais ativamente das situações.
É uma produção de um capricho especial na imagem e no som, que mostra a maturidade e a originalidade do cinema feito atualmente em Curitiba, que parece estar trilhando um caminho muito rico e pessoal, sem embarcar na fórmula do drama social de viés urbano - dominante nas produções paulistas e cariocas.
O trabalho dos diretores Beto Carminatti e Pedro Merege é sólido, ousado, detalhista e consegue explorar com habilidade a idéia de que o desconhecido, o estranho, o que nao se vê está mais presente na realidade do que a gente imagina. Mysterios é um exercício de sutilezas visuais e sonoras, uma homenagem a uma Curitiba perdida, uma ode ao cinema dos pioneiros e anônimos e um belo pesadelo em cores fortes.
Avisem os amigos , corram ver. Está no Crystal Arteplex.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Cinemas de rua em Curitiba - procura-se

Procuro pessoas que trabalharam em cinemas de rua em Curitiba: donos, gerentes, projecionistas, lanterninhas, atendentes de bomboniére. É para uma pesquisa que estou fazendo.
Mas só vale cinemas de rua, de shopping nao vale.
Se souberem de alguém, por favor me avisem no
alfekur@terra.com.br

Obrigado!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Festival exibe filmes em Super-8 em Curitiba

Começa nesta sexta dia 23 a quinta edição do Curta 8 – Festival Internacional de Cinema Super 8 de Curitiba, o único festival dedicado ao Super 8 no País, que exibirá até domingo mais de 40 filmes, de 12 países.

A Caixa Econômica Federal promove o evento através da CAIXA Cultural Curitiba, que receberá a primeira retrospectiva brasileira do cineasta argentino Ernesto Baca, que conversa com o público na noite de sábado.

Na abertura, na sexta-feira, às 19 horas, Cristian Borges, professor da ECA/USP e doutor em cinema pela Universidade Paris III, apresenta a série de quatro filmes “História privada de revoluções pessoais”, rodada, respectivamente, na Inglaterra, República Tcheca, Portugal e Grécia. Borges foi cocurador das mostras "Agnès Varda – o movimento perpétuo do olhar" (2006), "Alain Resnais – a revolução discreta da memória" (2008) e "Novo Cinema Independente Alemão: uma outra política do olhar" (2009).

O paulista Marcos Bertoni é o convidado da noite de domingo, quando apresentará quatro de seus trabalhos no formato. Ele é o idealizador do movimento Dogma 2003, cuja única regra é a não utilização de uma câmera ao fazer filmes, parodiando o Dogma dinamarquês. No caso de “No fundo do poço: a biografia não autorizada de Edir Macedo (2005)”, credita a autoria do filme a Zezinho do Apocalipse – enquanto se apresenta como seu representante. Arquiteto de formação, Bertoni trabalha com esculturas e também modelagem para publicidade e cinema. Fez o passarinho da Zorba, os dedinhos do Castelo Rá-Tim-Bum, a máscara da Tiazinha e ainda o ratinho que aparecia nos comerciais do jornal Folha de São Paulo.

Pela segundo ano consecutivo, o festival apresenta duas sessões com os filmes resultantes da oficina Tomada Única, ministrada em setembro por Leandro Bossy e Pedro Merege. Cada um dos 12 realizadores curitibanos selecionados recebeu um cartucho de Super 8 (3’20”) da organização do festival com o desafio de fazer um curta com edição no gatilho da câmera, no ato de filmar; sem edição posterior. Enquanto os filmes estavam sendo revelados, os realizadores desenvolveram trilhas sonoras que podem ser apresentadas ao vivo ou a partir de gravações. Uma surpresa tanto para o público quanto aos realizadores, que assistirão a seus filmes pela primeira vez.

Nas noites de sexta e sábado ainda acontecem as mostras competitivas, com filmes nacionais e estrangeiros, que concorrem a dez prêmios. Entre as premiações, está a oferecida pela Kodak, um dos apoiadores do Curta 8: quatro rolos de filme 16mm e cinco cartuchos Super 8. Já a Locall de Cinema e Televisão oferece R$ 4 mil em aluguel de equipamentos. O júri do festival é composto pelo produtor Bruno Gehring (Apucarana, 1982), pelo realizador Goyo Anchou (Mar del Plata, 1973) e pela crítica Lila Foster (Nova Iorque, 1980).

Os ingressos para todas as sessões são gratuitos e podem ser retirados com antecedência na bilheteria do Teatro da CAIXA, que fica na Rua Conselheiro Laurindo, 280. Mais informações no (41) 2118-5111, através do email festival@curta8.com.br ou ainda no site do evento: www.curta8.com.br.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Começa no próximo dia 19 a 1ª Mostra Internacional de Cinema pelos Direitos dos Animais



A iniciativa surgiu durante uma reunião do Grupo da Sociedade Vegetariana Brasileira em Curitiba, coordenado por Ricardo Laurino. O grupo curitibano se reune a cada 15 dias para discutir e colocar em prática ações em favor dos direitos dos animais e do vegetarianismo.

A 1ª Mostra Internacional de Cinema pelos Direitos dos Animais exibirá filmes brasileiros e pela primeira vez em sala de cinema curitibana o documentário longa-metragem Terráqueos (Earthlings), produção independente que tem como narrador o ator Joaquin Phoenix. Também está confirmada a exibição do título estrangeiro Uma verdade mais que inconveniente (Meat the Truth), documentário sobre o aquecimento global apresentado pela deputada do 1º Partido pelos Animais nos Países Baixos, Marianne Thieme.

Foram convidadas para a Mostra pessoas da área de proteção ambiental e animal, como a ativista Nina Rosa e a cantora Patrícia Marx; Solange Stecz e o documentarista Eduardo Baggio integraram a comissão para seleção dos filmes inscritos.

“A intenção da Mostra vai muito além de falar sobre vegetarianismo. Falaremos sobre meio ambiente, debatendo a intervenção humana, seus impactos, possíveis soluções para a sustentabilidade e respeito aos seres vivos. O vegetarianismo é uma consequência dessa reflexão." Diz Bianca Dantas, empreendedora do projeto.

A Mostra acontecerá nos dias 29 e 30 de agosto na Cinemateca com programações de filmes e debates sobre cinema ativista e direito animal a partir das 15h.

Mais informações poderão ser encontradas no blog : mostraanimal.blogspot.com

Serviço:
1ª Mostra Internacional de Cinema pelos Direitos dos Animais
Dias: 29 e 30 de agosto - filmes e debates a partir das 15h

Cinemateca
Rua. Pres. Carlos Cavalcanti, 1174
Mais Informações
(41)3019-8857/3013-4163

sábado, 11 de julho de 2009

MON exibe obras dos Lumière













Enquanto o mundo se espantava com as imagens em movimento do cinematógrafo, os irmãos Lumière continuavam pesquisando técnicas para criar imagens coloridas.

O complexo processo, batizado de autocromo, envolve a seleção de cores e a captura da cena por meio da fécula de batata

A descrição não faz jus à beleza e ao mistério das 70 imagens que estão expostas no Museu Oscar Niemeyer, na Mostra Autocromos Lumière.

Não são retratos, no sentido exato da palavra. Mas também não quadros, se pensarmos em pincéis e tintas.

São imagens únicas, de uma textura rica, de um colorido vivo, como se aquelas figuras estivessem sussurrando algo ao ouvido dos visitantes. Eis seu mistério. São imagens pioneiras na longa trajetória humana pelo registro do mundo à sua volta.

Publico aqui algumas delas, de qualidade obviamente limitada. A maioria mostra momentos familiares dos Lumière. Poucos são os retratos de pessoas trabalhando.

Os cromos de familiares são mais harmônicos em equilibrados na composiçao que as paisagens. Como se Louis exercesse com mais liberdade seu olhar de pintor impressionista com esposa, filhos e netos.

Sâo raríssimos os cromos em que as pessoas olham direto para a câmera. Na maior parte, dirigem seu olhar para um ponto à margem do quadro.

Como se imaginassem em silêncio nos visitantes que apreciaram estes instantes, um século depois.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

FIlmes independentes em blog

Fabiana Moro, curadora e organizadora da MeMOstra, a maior vitrine de filmes independentes do Paraná, criou um blog para divulgar as informações do evento.
Desde 2006 o Me Mostra abre espaço para produções de jovens realizadores em formatos que vão do drama ao filme experimental.
Para quem quiser saber mais e se inscrever na mostra de 2010, segue o link
http://memostraartigos.blogspot.com/

terça-feira, 30 de junho de 2009

Mostra de filmes independentes acontece hoje em novo local

Graças a recente parceria firmada entre a produção do MeMostra! Filmes Independentes e o SESC, as próximas sessões de 2009 serão realizadas no Paço da Liberdade Sesc Paraná.

Para a estréia desta parceria, o evento confirmou a sessão deste mês de junho, com a exibição de dois curtas-metragens e dois médias, no dia 30, terça-feira às 19h.

Na programação, os filmes "Interiores - espaços e artefatos cotidianos"; "Tempos de Cinzas"; "Carro Maria Fumaça, Colchão" e "Bandeira do Divino - fé que move a tradição".

O MeMostra! Filmes Independentes é um evento de exibição e promoção de obras audiovisuais que há dois anos vem proporcionando aos realizadores locais a oportunidade de exibirem seus filmes com estrutura de divulgação e exibição diferenciada.

Os interessados em inscrever seus filmes devem solicitar o formulário através do site www.memostra.com.br. Junto com a ficha de inscrição, deve ser entregue uma cópia do filme em DVD, nos pontos de coleta indicados pela produção do evento.

Com a intenção de abrir mercado para os produtos audiovisuais paranaenses, dando maior visibilidades para os profissionais desta área, os organizadores do MeMostra! anunciaram essa semana, a parceria com o portal de cinema ParanáCine.

O ParanáCine é um portal que reúne informações e notícias a respeito das produções audiovisuais paranaenses e seus realizadores. Para saber mais basta acessar www.paranacine.com.br.

SERVIÇO:
Data: 30 de junho de 2009 - terça-feira
Horário: 19hs
Ingressos: R$4,00 / meia R$2,00
Local: Paço da Liberdade SESC PARANÁ - Praça Generoso Marques – Centro, Centro, Curitiba

domingo, 28 de junho de 2009

Jules Dassin e Telecine - brilhante e pouco visto




O Telecine Cult (que um dia já foi Classic e era, convenhamos, bem melhor que hoje) exibiu quatro filmes da fase européia do diretor Jules Dassin, mais conhecido por Cidade Nua, do final dos anos 40.

Ex-assistente de Hitchcok, Dassin era filiado ao Partido Comunista Americano mas se afastou dos camaradas depois das revelações dos crimes do stalinismo. De tanto encherem seu saco na caça às bruxas macartista, acabou saindo dos Estados Unidos.

São de seu exílio europeu os filmes exibidos em junho. Aquele que Deve Morrer é adaptado de Kazantizakis (autor do polêmico livro levado as telas por Scorsese, A Última Tentação de Cristo. Quando o vi no finado Cine Itália, ali no shopping com o mesmo nome, na saída duas freiras distribuíam panfletos com frases como "Não tenha nada a ver com este filme, blasfêmia, etc).

Continuando, Aquele que deve morrer é o melhor dos quatro. Uma aldeia grega chefiada por um bispo conservador vai encenar a Paixão de Cristo para a Semana Santa. O problema é que habitantes de outro vilarejo, expulsos pelos turcos, aparecem famintos e desesperados na aldeia.

Está armado o cenário para Dassin, sobre o texto de Kazantizakis, tratar da hipocrisia humana e de como o poder se sustenta com base na tradição, na exploração dos mais fracos e na interpretação equivocada das escrituras.

Dassin tem uma sensibilidade especial para dirigir seus atores, para criar cenas de grupo com intensa movimentação de atores e sobretudo, para armar seus planos de forma econômica, funcional e original.

E sobretudo sabe valorizar o talento e os belos olhos de sua esposa, Melinda Mercouri, que foi Ministra da Cultura da Grécia. Ela está em Aquele que deve morrer e nos outros filmes.

Nunca aos Domingos mostra a paixao pelo cineasta pela cultura grega. Uma prostituta que só tem relações com quem quer, é adorada pela cidade pelo seu jeito simples e alegre. Um turista americano ( o próprio Dassin, que bem poderia ser o quarto integrante dos Três Patetas, pelo seu tipo desengonçado e cômico) quer transformá-la em uma mulher culta. É um filme ousado, libertário, divertido, que constrasta a chamada alta cultura com o estilo de vida voltado para o presente, epicurista mesmo.

A mitologia grega levou Dassin e atualizar Fedra, a trágica narrativa da mulher mais velha, segunda esposa de seu marido, que se apaixona pelo filho dele, mais jovem. Em Profanações, o pano de fundo é a indústria naval grega dos anos 50. O rapaz é Anthony Perkins, o filho-mãe (aiaiaiaiaa, contei...quem mandou nao ver Psicose????) da obra suprema de Hitchcok.

O mais fraquinho dos quatro títulos, mas nao menos divertido, é Topkapi, sobre um plano mirabolante para roubar uma jóia preciosa em um museu turco. Pelo menos aqui dá para ver Melinda, a mulher de Dassin, em cores.

Jules Dassin, pouquíssimo visto, pouquíssimo conhecido. Grande sujeito, morreu em março do ano passado.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Penélope...loira...




Penélope Cruz no novo filme de Almodóvar, Los Abrazos Rotos.

Celular hoje, cineasta amanhã

Esta veio do Adnews

Spike Lee, um dos mais influentes cineastas e diretores da atualidade, realizou conferência de imprensa no Festival de Cannes, na França.

Lee falou sobre o projeto MOFILM, plataforma digital de conteúdo, do qual é um dos apoiadores, e novas formas de convergir tecnologia e publicidade com produção de filmes.

Fiona Bosman, executiva da Nokia, cliente da MOFILM, e Andy Baker, CEO da organização, também estavam à mesa. Lee estava descontraído, brincou com jornalistas, e inclusive disse amar o Brasil.

Ele manteve sua postura de defensor do conteúdo gerado por produtores independentes e fez uma previsão: "anotem esta data (25/06/2009). Alguém que começou nos dias de hoje com um celular na mão será um grande cineasta amanhã".

Lee considera "maravilhosa" a possibilidade de qualquer usuário gerar conteúdo. No campo da tecnologia, credita isso à explosão digital, que, segundo ele, "libera a criatividade das pessoas" e principalmente dos jovens. Apoiados pela Nokia, Lee e Fiona concluem que este novo movimento é uma boa oportunidade para causar engajamento entre marcas e pessoas.

O fácil acesso proporcionado pela tecnologia também foi citado. Atualmente, os equipamentos de vídeo são acessíveis e permitem a expansão do modelo.

"Não precisamos mais fazer uma faculdade para trabalhar com produção de vídeos", lembra. O cineasta citou a importância da internet quando o assunto é produzir filmes nesta nova era. Segundo ele, o meio digital abre possibilidades e imcrementa a qualidade das criações de conteúdo e informação.

Para estudar cinema

O escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez ganhou o Nobel de Literatura, lá pelos idos de 82 ou 83. Além do prêmio, levou para casa uma bolada de dinheiro. Cinéfilo e com uma obra inspiradora para muitos filmes, decidiu bancar um empreendimento de educação em cinema, a famosa Escuela Internacional de Cine y Television de San Antonio de Los Banhos, em Cuba.

Para quem ainda está pensando em estudar Cinema, vale a pena dar uma olhada no criativo vídeo institucional da escola, que reúne sobretudo gente de toda América Latina.

http://www.youtube.com/watch?v=qQg0D3iUTGQ

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Filmes pelos direitos dos animais terão mostra em Curitiba

Estão abertas as inscrições para a 1ª Mostra Internacional de Filmes pelos Direitos dos Animais de Curitiba.

Vídeos, filmes, clipes produzidos em qualquer formato e duração poderão se inscrever.

Materiais em outros idiomas deverão conter legendas em português.

O evento que será realizado nos dias 29 e 30 de agosto na Cinemateca.

Mais informações em Mostra Animal

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Filme é lançado nos cinemas e no YouTube ao mesmo tempo

O site de vídeos YouTube, que pertence ao Google, vai exibir o
primeiro filme que terá lançamentos simultâneos nos cinemas e na web.
Estreia nas telas de cinema de 50 países e nos computadores de todo o
mundo o filme "Home", do cineasta Luc Besson.
A parceria do Google com estúdios de Hollywood visa atrair grandes anunciantes
e obter lucro para o YouTube.
O site, que foi comprado pelo gigante de buscas na
internet em 2006 por US$ 1,65 bilhão, tem cerca de 350 milhões de
visitantes únicos por mês, mas ainda não encontrou um equilíbrio
financeiro.
A exibição de filmes em salas virtuais é ainda uma
tentativa dos grandes estúdios de driblar a queda na venda de DVDs e o
aumento de downloads ilegais de filmes.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Cinema argentino em cartaz na Cinemateca

De 23 a 30 de maio acontece a Semana Ficção Viva do Cinema Argentino, que reúne mostra de filmes, encontros e workshops com cineastas daquele país.
O evento, promovido pelo Projeto Olho Vivo, tem patrocínio da Petrobras e parceria com o Consulado da Argentina e Fundação Cultural de Curitiba.
Mesmo não sendo possível falar categoricamente de um “novo cinema argentino”, já que se trata de um conjunto bastante heterogêneo, é fato que essa nova safra de filmes tem chamado a atenção da crítica e do público em festivais pelo mundo pela qualidade de suas produções e pelo talento de seus realizadores.
As discussões sobre o tema iniciam neste sábado (23), às 20h, com o 5º Encontro Ficção Viva, que tem como convidado o diretor Carlos Sorín, um dos nomes de peso dessa nova geração.
Com um viés essencialmente humano, os personagens dos filmes de Sorín são inspirados em gente comum e interpretados por atores não profissionais “para conseguir personagens com credibilidade”, segundo o diretor.
Obras como “La Película del Rey” (1986), “Histórias Mínimas” (2002) e “O Cachorro” (2004) levaram as paisagens e as histórias do sul argentino ao público de todo o mundo e ganharam prêmios em vários festivais importantes, como o Leão de Prata em Veneza e o Goya de melhor filme estrangeiro.
Na ocasião, será exibido o último filme de Sorín, intitulado “A Janela”, ainda inédito na capital paranaense. O filme mostra as horas finais de um escritor de 80 anos, Antonio (Antonio Larreta), aguardando a visita de seu filho em sua fazenda no norte da Patagônia.
O 5º Encontro Ficção Viva é gratuito e inclui bate-papo com o diretor Sorín, que também comanda um workshop sobre direção cinematográfica, no sábado e no domingo (23 e 24), na Cinemateca, com vagas limitadas.
As inscrições e informações sobre o investimento para o workshop podem ser obtidas no site www.projetoolhovivo.com.br.
Durante a semana de 25 a 29 de maio, sempre às 16h e às 20h, ainda na Cinemateca, exibição da mostra de filmes de diretores argentinos, igualmente gratuita.
Na relação de cineastas participantes estão Sorín, Daniel Burman, Rodrigo Moreno e Alejandro Agresti, com os filmes “O Caminho de San Diego”, “O Cachorro”, “O Guardião”, “As Leis de Família”, “O Abraço Partido”, “Um Mundo Menos Pior”, “Histórias Mínimas” e “Buenos Aires Vice Versa”.
Já no sábado (30), às 20h, é a vez do roteirista argentino Jorge Goldenberg participar do 6° Encontro Ficção Viva, apresentando o longa-metragem “La Pelicula del Rey”.



Serviço:
5º Encontro Ficção Viva com Carlos Sorín (Argentina)
Bate-papo com o convidado e estreia do longa-metragem “A Janela”
Data: 23 de maio de 2009 (sábado)
Horário: 20h
Local: Cinemateca de Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti, 1.174)
Entrada franca.

Workshop de direção cinematográfica com Carlos Sorín (Argentina)
Data: 23 e 24 de maio de 2009 (sábado e domingo)
Horário: das 9h às 12h e das 14h às 17h
Local: Cinemateca de Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti, 1.174)
Vagas limitadas
Inscrições e informações: www.projetoolhovivo.com.br / (41) 3015-1592

Semana do Cinema Argentino
Data: 25 a 29 de maio de 2009 (segunda a sexta-feira)
Projeções diárias de filmes de diretores argentinos
Horário: 16h e 20h
Local: Cinemateca de Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti, 1.174)
Entrada franca.

Dia 25
16h - O Caminho de São Diego (El Camino de San Diego) – Carlos Sorín
20h - O Cachorro (El Perro) – Carlos Sorín

Dia 26
16h - Histórias Mínimas – Carlos Sorín
20h - As leis de família (Derecho de Família) - Daniel Burman

Dia 27
16h - O Abraço Partido (El Abrazo Partido) - Daniel Burman
20h - Um Mundo Menos Pior (Un Mundo Menos Peor) - Alejandro Agresti

Dia 28
16h - Buenos Aires Vice Versa - Alejandro Agresti
20h - O Guardião (El Custódio) - Rodrigo Moreno

Dia 29
16h - O Caminho de São Diego - Carlos Sorín
20h - Histórias Mínimas – Carlos Sorín

6º Encontro Ficção Viva com Jorge Goldenberg (Argentina)
Bate-papo com o convidado e exibição do longa-metragem “La Pelicula del Rey”

Data: 30 de maio de 2009 (sábado)
Horário: 20h
Local: Cinemateca de Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti, 1.174)
Entrada franca.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Festival do Paraná de Cinema abre inscrições

0 Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino mudou de nome e este ano passa e se chamar FESTIVAL DO PARANÁ DE CINEMA IBERO AMERICANO.

A quarta edição do evento, que ano passado trouxe a Curitiba o Zé "Mojica" do Caixão, está com inscrições abertas até o dia 15 de junho.

O festival acontece 05 a 11 de novembro na sede do Museu Oscar Niemeyer - MON.

Serão selecionados 12 longas e 21 curtas-metragens, entre filmes brasileiros e ibero americanos.

Os dados para concorrer ao Prêmio Araucária de Ouro de Longas e Curtas-Metragens em 35mm e HD estão disponíveis no site http://www.festivaldecinema.pr.gov.br